Pesca Gerais

Tucunaré Açu Rio Água Boa – RR | Mega pescaria dos gigantes

Matéria da nossa pescaria de Tucunaré Açu Rio Água Boa - RR na revista Pesca & Companhia. Confira todos os detalhes dessa mega aventura!

Em 2009 fui convidado por Henrique Carvalho para uma expedição Pescaria de Tucunaré Açu Rio Água Boa – RR. Decerto esse local é considerado como um dos melhores lugares do mundo para a pesca dos grandes Tucunarés Açu, este rio de difícil acesso é um afluente do Rio Branco e fica ao sul da capital, Boa Vista.

Junto com mais quatro pescadores: Alexandre Pereira, Alessandro Valença, Marcelo Galery e Victor Galery, formamos uma equipe de sies pescadores, loucos para sentir a emoção e principalmente a adrenalina por ter os gigantes da Amazônia na linha.

Aliás Henrique, organizador do grupo, era quem mantinha o contato com Kalunga, dono e comandante da embarcação Taba.

Viagem – Pescaria de Tucunaré Açu Rio Água Boa – RR

Então, no dia 26 de novembro de 2009, finalmente se deu a partida. Saímos de Belo Horizonte às 7h30, com destino à cidade de Boa Vista, onde fomos recepcionados por Kalunga. Em seguida, seguimos de van até a cidade de Caracará, local em que o Taba estava ancorado com toda a tripulação pronta para descer o rio.

Depois que chegarmos à em embarcação, nosso amigo Vítor Galery percebeu que faltava uma de suas malas: as das tralhas. O homem ficou louco, no entanto, tudo o que tinha preparado no decorrer do ano estava naquela mala. Não restou dúvida, ele e Kalunga, cheios de disposição, dessa forma, resolveram voltar até Boa Vista na tentativa de localizá-la no aeroporto.

Após vários desencontros, no entanto, conseguiram localizar a bagagem e retornaram ao cair da noite. Como a navegação nas águas baixas do Rio Branco não seria nada fácil, dessa maneira, ficou decidido que passaríamos a noite ancorados e partiríamos ao amanhecer.

Com todos reunidos a alegria tomou conta do ambiente; afinal nossa aventura teria início.

Nesse momento, o comandante repassou a estratégia de nossa pescaria. Afinal, seriam seis dias de pesca e o primeiro local seria o Lago do Fonseca.

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Pescador Alexandre com um belo Tucunaré Açu capturado na hélice

Prontos para o início da pescaria

Era 5h, quando acordei com o ronco do motor. Ia começar a minha primeira pescaria em um barco-hotel e fiquei impressionados com as belezas naturais do Rio Branco, que é repleto de animais aquáticos e aves, uma fauna exuberante.

Tenho que ressaltar a dificuldade do trajeto e a habilidade de toda equipe do Kalunga, pois passar por aquela águas era uma tarefa difícil, somente par pessoas experientes.

Passava das 10h, quando chegamos ao ponto do Rio Branco onde ele dava acesso ao Lago do Fonseca. Lá estava o barco de apoio do comandante Miranda com tudo o que era necessário para nossa empreitada de seis dias para pescaria de Tucunaré Açu Rio Água Boa.

Corremos para arrumar nossos equipamentos, porque ainda daria tempo para jogar nossas iscas na água. Assim, depois de tudo ajeitado, tivemos que andar cerca de 15 minutos na mata fechada até o lago. Mas, tudo o que sonhamos durante o ano esta se concretizando: chegar ao local do pesqueiro.

Divisão dos barcos e formação das duplas

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Pescador Vitor com um gigante Tucunaré Açu capturado no Rio Água Boa – RR

Nos dividimos em três duplas: eu e meu parceiro Henrique Carvalho; no outro barco Alexandre Pereira e Alessandro Valença; e no último barco, Vitor Galery e Marcelo Galery.

Por ser já um tanto experiente em represas, procurei locais possíveis de terem algum bocudo para pinchar minha joão-pepino. Naquele momento, já estava com a adrenalina a mil, afinal o maior tucunaré que eu tinha capturado fora uma Tucunaré Azul em Serra da Mesa (GO), que não passou de 4 kg.

Fiz alguns lançamentos e quando vi um tronco caído dentro da água não tive dúvida: arremesso preciso, então veio um grande estouro na superfície. O gigante, sem piedade, agarrou minha isca e dessa forma começou a tomar linha. Nesse meio tempo, lembrei-me de vários relatos que lera, em que se mencionava o fato de o “tucunaré-açu” dar três tomadas de linhas e depois de entregar”. Sobretudo, este não parava de tirar linha da carretilha. O nosso piloteiro, Zé, avisou: “não segura, deixar ir para o pau”. Dessa maneira, fiz o que ele me pediu e o bichão não parava de passar pelos troncos. Nesse momento, o piloteiro tirou a camisa e mergulhou nas águas do lago, sumiu por alguns segundos e apareceu dizendo: “o Tucunaré passou por vários paus, mas vamos tirá-lo”.

Mergulha daqui, dali e logo minha linha estava livre para uma briga com o gigante açu. Depois de muito esforço, o Tucunaré apareceu na superfície e fiquei perplexo, pois somente tinha visto este peixe em revistas, mas naquele momento estava na minha frente e logo pude embarcá-lo e fazer várias fotos do tucunaré.

Nesse dia pegamos mais alguns peixes e logo terminou a pescaria.

Um novo dia na pescaria de Tucunaré Açu Rio Água Boa

Ao levantar, encontramos a mesa do café da manhã com todos entusiasmados e contando os casos do dia anterior; todos fizeram a caminhada pela mata sem perceber a distância.

Neste período pegamos alguns peixes e vimos vários que não queriam atacar nossas iscas. Ficamos preocupados, e, para piorar, logo um vento muito forte começou a soprar.

Ao longo do dia vimos uma grande quantidade de botos e pirarucus, que subiam à superfície para respirar e ao anoitecer constatamos que todos avistaram uma boa quantidade de peixes, mas que não estavam atacando.

O comandante Kalunga tirou todos os barcos do lago e no dia seguinte desceríamos o Rio Branco até chegar ao Rio Água Boa, onde começaria a segunda etapa de nossa aventura.

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Pescaria Tucunaré Açu Rio Água Boa

Levantamos cedo e o barco navegava para o Rio Água Boa. Ficamos atracados na foz desse rio, no encontro dele com o Rio Branco. Era impressionante a transparência de sua água e, admirando-a, entendi a razão do nome desse rio.

Entremos dentro do barco de pesca e começamos a navegar no rumo dos melhores pontos, sempre com minha máquina fotográfica em mãos para não perder nenhuma boa oportunidade de fotografar a natureza. Do lado direito de quem sobe o Água Boa fica a Estação Ecológica Niquiá. Alí é proibida a entrada para pesca.

A todo o momento via várias embarcações de pescadores profissionais e a cada volta, subindo, encontrávamos bancos de areia.

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Pescador Otávio Vieira com um lindo Tucunaré Açu do Rio Água Boa – Roraima

A condição do Água Boa estava adversa, pois ele estava extremamente seco, perigoso para navegar. Por isso, muitas vezes tivemos que descer do barco para atravessar os bancos de areia empurrando-o.

Marquei no GPS que nesse dia navegamos por mais de duas horas rio acima, algo em torno de 65 km e chegamos a um ponto do rio que, conforme informações do piloteiro, era a cada dos gigantes Tucunarés Açus.

Mais uma nova experiência que pude experimentar foi pescar o Tucunaré no rio. Com o nível muito baixo, excelentes estruturas com muitas galhadas, troncos e remansos estavam expostos. Não demorou muito e começamos a ter estouros de tucunaré em nossas iscas. A felicidade do meu parceiro Henrique era visível em seu sorriso.

A entrada em um lago promissor

Depois de muitas capturas no rio, então, resolvemos entrar em um pequeno lago. Embaixo de uma grande galhada percebemos um rebojo; meu parceiro Henrique sabia que não podia errar o arremesso, senão estragava o pesqueiro. Um segundo de concentração, uma respiração profunda, e o arremesso preciso em cima do bocudo. Na segunda trabalhada da isca artificial Trairão, veio o ataque!

O peixe avançou na isca, jogando-a quase um metro para foda d´água, voltando a seguir para abocanhá-la. A linha, esticada, cortava a água e enquanto isso acontecia o nosso piloteiro Zé dizia: “não segura, não força. Deixa, que se for pro pau eu tiro”.

Neste momento, era só alegria. Quando prendemos o boga na boca peixe e o Henrique colocou o bocudo para dentro do barco, suas pernas tremiam de emoção. Era mais um sonho realizado, um exemplar de 6,5 kg e 79 cm de pura força. Naquele momento, ele agradecia a Deus por ter proporcionado aquela alegria imensa, que realmente é inexplicável; só vivento a experiência para saber…

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Tucunaré Açu explodindo em uma isca de superfície

Fim do dia e retorno para o barco-hotel

Nesse dia fizemos uma excelente pescaria. Quando voltamos para o Taba, um belo churrasco à beira do Água Boa nos esperava, tudo muito perfeito, por exemplo: areia clara, noite de lua cheia e uma ótima refeição na Pescaria de Tucunaré Açu Rio Água Boa – RR.

As outras duplas chegaram e, junto, os relatos de situações vividas no dia. Marcelo e Vitor, sem perder tempo, relataram a estratégia que usaram durante a pescaria.

Contaram que Marcelo arremessaria em direção à praia e Vítor com iscas de fundo, nos pés dos barrancos juntos as galhadas. De repente aconteceram explosões em cima da água, jogando suas iscas a quase um metro de altura, um verdadeiro bombardeio. Dessa maneira começaram a embarcar os monstros da Amazônia, açus e os briguentos pacas, em torno de 4 a 6 kg.

Para a tarde, a dupla desceria, pois tinha que chegar ao QG até as 18 h, vis que a navegação era muito perigosa com o rio raso. Com esse pensamento, a dupla entrou em uma pequena lagoa com águas transparentes e com bastantes estruturas.

Eles foram a segunda dupla a entrar no lago. Enquanto o outro barco ficou mais ao fundo lagoa, eles ficaram mais perto da saída. Marcelo logo tomou uma pancada no plug, que abriu uma garateia de 5 X. Os tucunas pareciam dispostos a brigar. Vitor disse ter esperado o piloteiro posicionar a embarcação para a boca da entrada entrada do lago, mas, quando viu um rebojo, não deu outra, arremessou e o bicho entrou com uma voracidade louca, tomando linha e fazendo a carretilha zunir e a vara dobrar. Assim ele embarcou o maior peixe da nossa pescaria, um gigante com 20 lb.

Tucunaré Açu barcelos Amazonas, máquina de caçar

Uma grande viagem, realização de um sonho!

Nos dias seguintes tivemos as mesmas situações e o aparecimento de outros grandes peixes. O destaque, para minha felicidade, foi meu primeiro Aruanã, um peixe muito belo.

Ao final de seis dias de pesca, o grande conforto da nossa volta era saber que logo encontraríamos nossos familiares, porque a saudade era muito grande. E neste breve retorno não perdemos tempos e já programamos nossa volta em 2010.

Estação Ecológica Niquiá

A sua criação foi proposta pela extinta SEMA, hoje IBAMA, com a finalidade de preservar o ecossistema alí existente.

O nome da estação, que tem 286.049.00 (ha), deve-se ao igarapé existente no local e de nome Aniquiá.

A vegetação é caracterizada pela mata de transição, com árvores altas, troncos finos, copas pouco desenvolvidas. Uma das espécies que integram o estrato superior da vegetação é a seringueira. Entretanto, a espécie mais característica é o babaçu (Orbygnia sp.). No que se refere à composição florística, ocorrem a castanheira, o cancho, acapu, o pau-amarelo, entre outros. As espécies de palmeiras são inúmeras, podendo ser citadas: inajá, babaca, tucumã, etc.

A fauna existente na unidade possui representantes da fauna tipica da região amazônica como também de cerrado, pois a área se localiza no ecótone dos dois biomas.

A visitação pública só é permitida em caráter educacional ou científico, dependendo de autorização prévia do órgão responsável pela administração da unidade.

Equipamentos de pesca – Otávio Vieira

Conjunto 1

Carretilha Shimano Curado 200E7, abastecida com linha Power Pro de 65 lb e vara Rapala Gold 25 lb

Conjunto 2

Carretilha Metanium MG com linha Power Pro de 65 lb e vara Fleming Ciber Tech II de 20 lb.

Optei por não usar líder e observei que o diâmetro da linha resistiu bem ao atrito com os paus. Felizmente não perdi peixe algum com uma partindo nesse tipo de enrosco.

Iscas artificiais usada na pescaria

João Pipino

Hélices

Meia água

Com o rio com águas rasas, os peixes estavam bem ativos, desse modo, tivemos grandes estouros nas iscas artificiais de hélices.

Por fim, gostou da nossa aventura? Deixe seu comentário logo abaixo, ele é muito importante para nós!

Veja também: Rio Sucunduri 2016, o retorno – Operação Vilanova Amazon

Imagens da matéria na revista Pesca & Companhia.

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