Pesca Gerais

Tralha de pesca: Aprenda um pouco sobre os termos e equipamentos!

tralha de pesca - Tudo sobre pesca tire suas dúvidas

Tralha de Pesca: Tire dúvidas e aprenda um pouco sobre termos e equipamentos utilizados pelo mais sofisticados pescadores. Varas, iscas, linhas, anzóis, molinetes, carretilhas e ferramentas para tornar a pescaria um esporte muito mais agradável e seguro.

Alguns equipamentos e acessórios utilizados pelo pescador

Encastoado

O Encastoado, também conhecido como empate, protege a linha dos dentes cortantes de peixes.

O Encastoado, também conhecido como empate, protege a linha dos dentes cortantes de peixes.

Confeccionado com aço flexível (cabo de aço encapado com náilon) ou rígido.

Coloca-se entre a linha e o anzol. Geralmente mede de 10 cm a 30 cm, mas varia de acordo com o tipo de peixe a ser pescado. É possível fazê-lo em casa.

 

Alicate de bico fino

Alicate de bico fino

Utiliza-o principalmente para remover com segurança o anzol da boca do peixe (evitando mordidas ou espetadas do anzol nos dedos).

Útil no conserto de equipamentos, confecção de encastoados e aperto de nós.

Serve ainda para retirar garateias – nesse caso, o acessório com bico curvo ajuda bastante. Indispensável para usuários de iscas artificiais.

 

Alicate de contenção

alicate de contenção para pesca

É item que não pode faltar em uma caixa de pesca e está entre os equipamentos mais baratos.

Firma-se na boca do peixe e serve para retirá-lo da água e imobilizá-lo enquanto o pescador retira o anzol.

Existem alicates de vários tamanhos e materiais utilizados de acordo com o peixe pescado.

Importante não espremer a língua do peixe nem a base das guelras. Para isso, coloque a parte que segura o peixe paralela á língua e ao osso da mandíbula.

 

Alicate de corte

alicate de corte próprio para cortar anzóis

Próprio para cortar anzóis, fios de aço e outros arames. Mantenha as ferramentas sempre lubrificadas para aumentar a vida útil do equipamento.

 

Anzóis

tipo de anzóis

Os anzóis não são apenas os elementos essenciais de uma pescaria, como também um dos mais complexos.

Há um anzol ou uma série de anzóis específicos para cada finalidade. Produzido atualmente a grande maioria com ligas de aço de carbono. Além disso, recebe tratamento modernos com raios laser e corrosão química para garantir pontas mais afiadas.

Em relação aos formatos e tamanhos, há uma variedade quase incontável: anzóis com curvaturas muito largas para peixes de boca grande ou anzóis bem fechados para bocas menores; hastes curtas para fisgadas rápidas ou hastes longas para peixes com dentição forte.

Há modelos específicos para água salgada (confeccionados em aço inoxidável ou ligas de rápida corrosão usados no sistema do pesque e solte de peixes de bico), para pesque e solte (produzidos sem farpas para causar menos danos aos peixes); para iscas vivas (que permitem a isca ficar com o anzol espetado e ainda assim permanecer viva), para evitar enrosco (chamado de unha de gato), e o conhecido como “circle hook” (feito para evitar fisgar o peixe na “garganta”.

Quanto à numeração, existem dois grupos diferentes: modelo americano e europeu e o asiático.

Os anzóis americanos (os mais utilizados aqui no Brasil) são numerados em ordem decrescente até o número 1, ou seja, quanto maior o número, menor é o anzol.

Vale lembrar que o número 01 não é maior. Depois dele há anzóis 1/0, 2/0, 3/0 e assim por diante.

A partir dos anzóis 1/0 a ordem volta a ser crescente, isto é, o anzol 1/0 é menor que o anzol 2/0. Já os modelos asiáticos são numerados em ordem crescente a partir do 0,5.

Até o número 4, divididos de meio em meio. Depois, de um em um até o número 20. Quanto maior o número, maior é o anzol.

O anzol é composto de cinco partes:

  • Olho ou pata: Local onde se amarra a linha.
  • Haste: Determina o tamanho do anzol em sue comprimento
  • Curva: Também define o tamanho do anzol em sua largura. Quanto menor for as distâncias entre o final da curva e a ponto do anzol, mais fisgativo será ele. No entanto, a chances de o peixe se soltar.
  • Ponta e farpa: A ponta perfura a boca do peixe e a farpa impede que o anzol (ou a isca natural presa no anzol) escape.

 

Balança

balança para pesar peixes

Na pesca esportiva o peixe é devolvido à água. Por isso, para saber seu peso é necessário transportar uma balança.

Outra função da balança é a de regular a fricção de molinetes e carretilhas.

O pescador verifica sob que pressão (registrada em libras ou quilos pela balança) a linha está sendo liberada e ajusta a fricção para resistência correta da linha utilizada no momento.

Os valores mais usados para calibrar a fricção do equipamento de pesca estão entre 1/4 e 1/5 da resistência da linha usada, ou seja, quando a balança registrar uma força maior que 1/4 ou 1/5 da resistência da linha, a fricção deverá começar a liber-la sob pressão.

Há diversos modelos disponíveis no mercado, com preços variados.

 

Boga Grip

alicate Boga Grip

É uma variação norte americana do alicate de contenção com balança de mola e algumas vantagens.

É fixado em apenas um ponto da boca do peixe, na parte interna do “queixo”.

O boga grip tem um sistema mecânico que exerce mais ou menos pressão de acordo com o tamanho do peixe, evitando que ele escape, e um mecanismo que registra o peso do exemplar capturado.

A maior desvantagem desse equipamento é o seu alto preço. Já existem hoje similares nacionais, chamados de pega-peixe, que custam bem menos, mas podem deixar o peixe cair, por falta de qualidade.

 

Boias – tralha de pesca

boias de pesca - Lambari, luminosa, cevadeira, charuto, paulistinha

As boias têm a função de manter a isca em uma determinada profundidade, de acordo com os hábitos de cada peixe.

Além disso, ajudam os novatos a perceber quando existe peixe beliscando ou atacando a isca.

Normalmente a boia é mais utilizada para a captura de peixes de escama, que vivem na coluna d´água. Para os peixes de couro, que tendem a viver no fundo, recomenda-se a chumbada.

A pesca com boia é simples. Quando o peixe começa a beliscar, a boia se movimenta na água. No entanto, o momento certo da fisgada depende da prática do pescador.

São confeccionadas de isopor, cortiça e diversos tipos de plástico.

Há cinco tipos principais:

Lambari: Tem formato de pião. Está disponível em diversos tamanhos e serve para vários tipos de peca.

Charuto: Tem formato comprido e é feita de poliuretano, madeira ou isopor. Algumas vêm com chumbo embutido (para melhorar o arremesso). Ficam em posição vertical e são extremamente sensíveis a qualquer movimento do peixe.

Luminosa: Utilizada principalmente para a pesca do peixe espada à noite. É feita de plástico e possui uma tampa. Em seu interior há um contato de metal, uma lâmpada e uma pilha.

Cevadeira: Possui um compartimento que é preenchido com ração, pedaços de massa ou frutas e um chumbo preso ao fundo. Ao cair na água, parte da boia afunda pelo peso do chumbo e a ração é liberada à meia-água, atraindo assim os peixes para essa ceva.

Paulistinhas: Feitas de plástico e com formato redondo, essas boias imitam o barulho de um fruto caindo na água. Muito atrativo para peixes comedores de frutos, como o tambaqui, matrinxã, piraputanga e pacu, entre outros.

 

Calçados – tralha de pesca

calçados utilizados em pescarias

São parte importante na segurança. Na pesca de costão, por exemplo, ajuda a evitar escorregões nas pedras.

Há modelos especiais, com pinos. Para pescarias em locais onde há cobras, um bota resistente, que cubra a perna até o joelho, é essencial.

Há variações mais modernas da conhecida galocha e até botas de borracha acopladas à calça.

Na pesca embarcada, sapatos pesados fazem a pessoa afundar mais rápido caso caia na água.

Opte por modelos que saiam facilmente dos pés, como tênis sem cadarço e sapatos estilos Crocs.

 

Carretilha de baitcasting – tralha de pesca

diferentes carretilhas para pesca - baitcasting

A carretilha pode ser encontrada em vários tamanhos e modelos para diversos tipos de pescaria.

No caso do baitcasting e da pesca com iscas artificiais, esse equipamento é muito valioso, pois dá maior precisão aos arremessos, um trabalho mais suave e contínuo da isca e maior força de tração na hora da briga com o peixe.

Não são muito utilizadas pelos pescadores inciantes, pois exigem uma dose de habilidade no arremesso a fim de evitar as “cabeleiras“.

O que gira liberando a linha é um carretel apoiado sobre pequenos rolamentos, diferente do molinete, que possui carretel fixo e o que gira é a própria linha.

O recolhimento é feito por uma manivela ligada a um conjunto de engrenagens que fazem o carretel girar.  Esse sistema evita a torção da linha e prolonga sua vida útil.

As carretilhas classificam-se e (suportam linhas):

  • Leve: De 3 a 6 libras
  • Média: De 8 a 20 libras
  • Pesada: De 25 a 48 libras
  • Extra-pesada: Acima de 48 libras (pesca de fundo e oceânica)

Para um arremesso preciso é necessário conhecer e regular sua carretilha:

Botão de sintonia fina: Está localizado atrás da manivela e funciona como freio do carretel na hora de arremesso. Deve estar regulado em função do peso da isca. Quanto mais pesada a isca, mais travado deve estar o botão de sintonia.

Freio magnético ou centrífugo: Fica no lado oposto ao da manivela e serve para controlar a velocidade da isca desde a sua saída até a água. É ele que deve ser controlado para evitar a cabeleira depois de efetuado o arremesso.

Fricção: Localiza-se atrás da manivela, e evita que a linha arrebente. Alguns modelos de carretilha têm um recurso chamado flipping. Ele faz com que o carretel volte à posição fechada sem precisar girar a manivela.

 

Carretilha de Fly Fishing – tralha de pesca

diferentes carretilhas de fly fishing

Muitas pessoas acreditam que a carretilha de fly não tem nenhuma influência no arremesso e que sua função é apenas armazenar a linha.

Na pesca de fly, assim com em outras modalidades, alguns peixes podem tomar bastante linha e certas características podem fazer  a diferença.

Deve-se observar alguns fatores: fricção, durabilidade, manutenção, capacidade de linha de arremesso mais backing e tipos de carretel, entre outros.

Fricção: São 3 tipos básicos: fricção a disco, fricção do tipo turbina e sem fricção. As carretilhas com fricção a disco subdividem-se em fricção mecânica e fricção por disco de cortiça.

A primeira é a mais comum, tem qualidade variável e exige constante manutenção e limpeza. A segunda opção é a mais utilizada para a pesca marítima e também é a mais cara.

A fricção do tipo turbina não é muito popular. É macia e praticamente elimina o tranco inicial da saída de linha. Não é indicada para pesca pesada.

Nas carretilhas sem fricção, o pescador aplica a pressão no carretel com a palma da mão (rim control). São as mais simples e baratas, mas não funcionam bem com peixes  que tomam muita linha.

Linha mais backing

Para os peixes que tomam muita linha, a capacidade de backing ou linha extra é essencial. Isso aumenta o diâmetro do carretel e consequentemente a velocidade de recolhimento.

Tipos de carretel

Há apenas dois tipos: o comum e o large arbor. O large arbor recolhe uma quantidade maior de linha a cada giro e tem uma velocidade maior de recolhimento. Pode ser útil em uma briga em que seja preciso recolher o peixe rapidamente.

Direct Drive ou Anti-Reverse

A maioria das carretilhas de fly são direct drive, isto é, a manivela gira junto com o carretel. Nas que são anti-reverse isso não acontece. Esse tipo de carretilha é utilizado na pesca de peixes de grande porte, como os oceânicos, e pode evitar acidentes, já que a manivela estará girando muito rápido.

 

Carretilhas de pesca oceânica – tralha de pesca

carretilha de pesca oceânica eletrica

A principal característica das carretilhas nessa modalidade de pesca é a grande capacidade de armazenar linha.

Para os Marlins, por exemplo, a carretilha tem que comportar pelo menos 500 metros de linha. Isso é muito importante, pois na pesca oceânica os peixes costumam ser de grande porte e exigem muita linha.

O pescador não deve deixar o carretel muito freado, pois isso pode ocasionar uma tensão muito forte e a consequente quebra da linha.

Quanto mais linha o pescador solta, mais fácil fica a captura. Normalmente o equipamento para pesca oceânica é ultra-pesado, ou seja, suporta linha acima de 48 libras.

No entanto, há equipamento mais leves que, para o pescador mais experiente e peixes menores, podem garantir uma divertida briga.

 

Ceva de pesca – tralha de pesca

cevador para pesca, milho, sangue em pó, quirera

Ceva ou fazer uma ceva é basicamente jogar alimentos na água para atrair os peixes. Pode ser feita durante a pescaria ou com dias e até semanas de antecedência.

Existem muitos tipos de ceva, porém as mais comuns são as de farelo de milho (grãos ou na espiga), quirela. Mesmo assim, quase tudo pode ser utilizado como ceva: queijo, mandioca, tripas de galinha, ração etc.

A escolha da ceva está ligada ao peixe que se quer pescar.

No inverno, algumas espécies de peixes ficam menos ativas e a pescaria em lagos ou represas torna-se mais difícil. Nessa situação, uma ceva pode ajudar bastante.

Apesar de menos conhecidas, também é possível fazer cevas em pescarias de praia, costão ou em alto-mar. Nessa situação a ceva só é feita no momento da pescaria.

Normalmente é constituída de restos de peixes com bastante oleosidade, como Sardinha, Atum e bonito, armazenados dentro de um saco de ráfia.

As cevas para pesca em represas, rios e lagos geralmente precisam ser feitas com vários dias de antecedência.

 

Chicote de pesca – Sabiki – tralha de pesca

chicote de pesca - sabiki

Também chamado de rabicho ou parangolé, é uma linha principal com dois ou mais engates em que se colocam as pernadas (anzóis atados a pedaços de linha de náilon), a chumbada, o snap e um girador (caso a pesca seja feita com molinete).

Podem ser feitos de náilon ou aço encapado. O tamanho do chicote varia de acordo com o peixe procurado e as condições do local de pesca.

Há modelos com pernadas fixas ou ajustável. É usado na pesca com pequenas iscas artificiais (tipo sabiki) para a captura de pequenos peixes que depois serão usados com iscas na pesca.

 

Chumbo – Chumbada – tralha de pesca

diferentes tamanhos e estilos de chumbadas

Tem a função de levar a isca com maior velocidade para o fundo e mantê-la em um local determinado; além de conservar a linha esticada, o que ajuda o pescador a sentir as beliscadas do peixe.

O chumbo também auxilia o pescador a fazer arremessos mais longos.

Vendidos em vários tamanhos, formatos e pesos. A escolha, como sempre, depende da pescaria a ser realizada.

Os do tipo “oliva” são os mais comuns para a pescaria em rios, lagos e represas. Eventualmente, em algumas pescarias de alto-mar. Os chumbos “gota”, “esférico”, “carambola” e “pirâmide” utilizados também, principalmente na pesca de praia ou costões.

Apesar do nome, as chumbadas não precisam ser necessariamente feitas de chumbos. Podem ser produzidas com materiais alternativos de alta densidade.

Em alguns países como nos Estados Unidos, o chumbo quase não tem sido mais usado por ser considerado poluente e nocivo à saúde.

 

Colas – Adesivos – tralha de pesca

diferentes tipos de cola adesivas

Usadas para unir linhas, como na confecção de líderes, eliminando o uso de nós.

Vendidas em kits com o nome de “cola leader” ou solda química. Existem também algumas versões de colagem rápida.

Utilizamos adesivos como Super Bonder e Araldite para consertos do equipamento, como por exemplo: varas, iscas etc.

 

Colete salva-vidas – tralha de pesca

dois estilos de colete salva-vidas

O colete salva-vidas é um acessório indispensável para qualquer tipo de pescaria embarcada.

Por exigência da Marinha, qualquer embarcação deve possuir número de coletes suficiente para todos os que estão a bordo.

O maior objetivo do uso do colete salva-vidas é a segurança, não importando se o usuário não tem afinidade com a água e muitas vezes não sabe nadar ou se é um atleta de esportes náuticos que já está acostumado com a água e seus perigos.

Esta é a questão inicial e, depois de respondida, leve em conta a classe do colete. A marca em si será um dos últimos itens a serem analisados.

Existem cinco classes de salva-vidas, de acordo com a atividade praticada:

  • Classe I: colete para mar aberto nacional ou internacional, fabricado com material rígido e resistente e fabricado segundo os princípios salvaguardados na Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar. Além disso, possui um colar, o que significa que não deixa que uma pessoa inconsciente fique com a face voltada para a água.
  • Classe II: colete para navegação costeira, mais leve que a classe I, porém igualmente resistente. Fabricado de acordo com as normas da classe anterior, utilizado em águas calmas, em que certamente ocorrerá um resgate rápido. Podem ser inflados pela própria pessoa, depois de colocado.
  • Classe III: é ainda mais leve que o colete da classe II. Indicado para navegação interior, atividades desportivas ou de lazer, como pescaria e canoagem, sendo mais confortável que os já citados.
  • Classe IV: Podem ser tanto coletes como boias de salvação. Utilizado por pessoas que possam cair acidentalmente na água, mas que o resgate seja rápido, como os trabalhadores de borda da embarcação.
  • Classe V: são dispositivos especiais para atividades específicas como rafting, windsurfe ou surf em ondas gigantes. Cada atividade tem um modelo apropriado e costumam ser mais versáteis, podendo parecer com regatas e camisetas.

Os coletes costumam ter a cor laranja, para serem identificados em longa distância. Devem estar sempre ajustados ao corpo. Confortável, mas não apertado. Por isso, é importante escolher um colete adequado às suas necessidades e que seja confortável às suas atividades na água.

 

Covo para pesca – tralha de pesca

covo para pesca, armadilha feita de cipó

É uma armadilha feita de cipó ou taquara trançada, com a forma de um cone, para pegar iscas.

Possui aberturas em forma de funil em um ou ambos os lados, para evitar que as iscas (camarão, lambari etc) escapem.

Atualmente são fabricadas e industrializado em outros modelos e outros tipos de materiais.

Não deve ser utilizada com outro fim, por ser considerada uma forma de pesca predatória e proibida aos pescadores amadores e esportivos pelo Ibama.

 

Downriggers – tralha de pesca

downriggers

Apetrecho muito utilizado na pesca oceânica, tem a função de levar a linha (a a isca) até a profundidade onde estão os peixes.

Um sonar indica o local onde etá um determinado tipo de peixe e o downringger, que possui um medidor de profundidade, coloca a isca na profundidade certa.

 

Garateias – tralha de pesca

vários tipos de garateias

São pecas indispensáveis para o pescador com iscas artificiais. Conjuntos de três anzóis unidos em uma só haste.

Sua resistência depende da liga metálica com que é produzida. É comum o pescadores trocar as garateias que acompanham as iscas artificiais por outras mais resistentes. Principalmente se as isca for importada. Aliás, produzidas para peixes com características de boca e briga diferente dos peixes brasileiros.

Utilizadas também com iscas naturais. Principalmente na pesca de peixes como o Espada e a Cavala, com a boca estreita e comprida, difícil de ser fisgada com um só anzol.

Indicamos amassar as farpas da garateia com o alicate de bico fino. Assim, facilita a retirada da isca e evita os acidentes.

 

Giradores – Distorcedores – tralha de pesca

diferentes tipos de Giradores e Distorcedores

Sua função básica é evitar a torção da linha de pesca. A torção da linha é ainda maior se o pescador estiver usando molinete, onde a linha é enrolada em torno de um carretel fixo.

Outra utilidade do girador é unir a linha ao empate com segurança. Existe vários modelos e tamanhos que devem ser utilizados em função da pescaria a ser realizada.

Quase todos são confeccionados de latão, mais há modelos de aço-carbono. Alguns modelos vêm acompanhados de snap.

 

GPS – tralha de pesca

diferentes tipos de gps

GPS é a sigla para “Global Positioning System“, isto é, Sistema de Posicionamento Global. É um receptor de sinais enviados por 24 satélites na órbita da Terra e basicamente pode indicar a localização do usuário com uma margem de erro de no máximo 100 metros.

O GPS guarda em sua memória as coordenadas (latitude, longitude e altitude) de um determinado local (um ponto de pesca, por exemplo) inseridas por uma pessoa.

A partir daí ele indica a rota para chegar lá. Diz se o barco está fora do rumo, informa a velocidade e o tempo restante para alcançar o destino, entre outras funções.

Existem modelos fixos (instalados na embarcação) e portáteis.

 

Iscas artificiais – tralha de pesca

diferentes tipos de iscas artificiais

As iscas artificiais são na verdade objetos feitos de madeira, metal, plástico ou borracha que procuram reproduzir os alimentos aos quais os peixes estão acostumados em seu habitat natural, ou de atraí-los por sua grande curiosidade por objetos que nada se parecem com seus alimentos, mas emitem brilhos, cores, movimentos e sons que podem levá-los ao ataque.

São dividias em três grupos: iscas de superfície, meia-água e fundo. Dessa forma, cada modelo apresenta um trabalho e ação diferente.

Realizamos a pesca com iscas artificiais no mar, em rios, represas, lagos ou açudes.

Cada modalidade existe grupo diferente de iscas artificias. Por exemplo: no baitcasting as iscas mais usadas são:

  • Colheres: Iscas de metal em formato de concha (como uma colher mesmo). Eficientes para predadores, como os Dourados.
  • Jigs: São anzóis com cabeça de chumbo, revestidos por penas ou pelos. Muito boa para várias espécies de predadores. Existem modelos feitos somente de metal, chamados de metal jigs.
  • Plugs: Imitações de peixes. funcionam para quase todos os peixes carnívoros piscívoros.
  • Spinners: Lâminas que giram e torno de um eixo causando vibrações. Imitam pequenos peixes ou insetos.

Plugs de superfície

  • Jumpig baits: Iscas que trabalham saltando na superfície, muito atrativas.
  • Poppers: Têm uma cavidade, chanfro, na parte frontal que emite um ruído na água (“pop”), daí seu nome. Imitam um peixe caçando. São produtivas na pesca de vários peixes de água doce e salgada.
  • Stcks: Ficam paradas verticalmente na água devido ao peso que possuem na parte traseira. Imitam peixes feridos ou fugindo.
  • Hélices: Iscas de superfície com uma ou mais hélices na extremidades. Fazem muito barulho na água, atraindo predadores.
  • Zaras: Iscas que nadam em zique-zague  e imitam um peixe atordoado. É uma isca de superfície.

Plugs de meia-água

Têm uma barbela na posição anterior que faz a isca trabalhar abaixo da superfície em diferentes profundidades, conforme o comprimento e largura da barbela.

Fly

Na pesca de fly as iscas são totalmente diferentes, a começar pelo nome: moscas (fly, em inglês). No início as iscas de fly procuravam imitar pequenos insetos e eram feitas de penas e pelos de animais.

Hoje os materiais sintéticos são os mais comuns nas construções das iscas. Aliás, apesar de serem genericamente chamadas de moscas as iscas imitam também pequenos peixes, ovas, crustáceos e outros artrópodes.

Podemos dividi-las em cinco grande grupos: moscas secas (as que imitam insetos adultos e flutuam na superfície), moscas molhadas ou afogadas (que imitam insetos que afundaram na água), ninfas (insetos em sua forma imatura), streamers (reproduções de pequenos peixes que nadam sob a superfície) e poppers / bugs (pequenos peixes que nada na superfície).

Além dessas, há também iscas que imitam outros animais como aranha e sapo.

Temos uma publicação completa sobre iscas artificiais, acesse: Iscas artificiais conheça os modelos, as ações com dicas de trabalho

 

Iscas naturais

diferentes tipos de iscas naturais para pescaria

Certamente, as iscas naturais têm uma variedade incrível. Portanto, utilizadas para a pesca de muitas espécies, tanto de água doce quanto salgada.

Assim, frente a essa diversidade, o segredo de um bom pescador é a escolha da isca certa e da melhor maneira de iscá-la.

Em alguns locais, principalmente em pesque e pagues, é possível comprar iscas. Já em outros é necessário reservar um tempo para capturá-las.

Algumas, como o camarão (para água salgada) e a minhoca (para água doce), são universais, isto é, servem para quase qualquer tipo de peixe.

Outras são mais específicas, como o capim, bom para tilápias e carpas.

Alguns exemplos:

Água doce: Coração de boi, cupim, figado, frutas frescas, iscas brancas (peixes de escama), lesmas / caramujos, milho verde, minhoca, minhocuçu, pitu, sarapó / tuvira e tanajura.

Água salgada: Camarão, baratinha do mar, caranguejo, corrupto, lula, saquaritá, sardinha, siri, tainha / cavalinha / manjuba e tatuí.

 

Iscas processadas – massas para pesca

iscas processadas, massas, queijos, ração para pescaria

As iscas processadas são muitas vezes chamadas de iscas naturais. A diferença é que elas não estão disponíveis prontas na natureza. São industrializadas.

A mais conhecida é a massa de pesca, aliás, amplamente utilizada nos pesque e pague. Há inúmeras receitas de massas, quase todas feitas com farinha, corantes e outros ingredientes para atribuir cheiro e sabor.

As receitas variam de acordo com o peixe a ser pescado. Nas lojas de produtos para o pescador também há muitas massas prontas.

Outras iscas processadas são milo de pão, mortadela, salsicha, queijos, ração, macarrão etc.

 

Linhas de pesca – tralha de pesca

tire suas dúvidas sobre linhas monofilamento e multifilamento

Divididas em monofilamento, composta por um único fio são as mais comuns. As de multifilamentos, feitas de agrupamentos trançados ou fundidos, com maior resistência.

O diâmetro (bitola, grossura ou espessura), geralmente medido em milímetros. Dessa forma, quanto maior o diâmetro, maior a resistência.

Aliás, existem linhas superfortes e bem finas. Em resumo, a resistência ao rompimento normalmente expressa em libras e quilos. Contudo, vale lembrar que na água o peso do peixe é menor do que na balança.

Outra questão a ser pensada é o tipo de situação a ser enfrentada. Em uma pescaria em que o peixe toma muita linha na hora da briga, não indicamos uma linha grossa, pois irá ocupar muito espaço no carretel.

Entretanto, na pesca em lugar com muitas galhadas ou pedras, uma linha muito fina irá romper-se facilmente. Como sempre, o bom senso é a chave.

Em relação às cores, as linhas são transparentes ou coloridas. De uma maneira geral, aqueles que pescam com iscas naturais preferem s linhas transparentes, pois estas são menos visíveis e as chances de o peixe perceber a armadilha e fugir é menor.

A saber, os praticantes da pesca com iscas artificiais costumam preferir as linhas coloridas. Isso acontece porque essa modalidade exige arremessos precisos e é muito importante ver onde a linha está indo, onde ela caiu e onde está sendo trabalhada. Nesse caso a visibilidade da linha é uma vantagem.

Confira nossas promoções na categoria Linhas

 

Molinetes – tralha de pesca

diferentes tipos de molintes

Assim como as carretilhas, os molinetes servem para armazenar, arremessar e recolher a linha de pesca. Sua capacidade marcante é que a bobina do carretel é fixa, dessa forma, evita as temidas “cabeleiras” e o torna muito popular e de simples manuseio.

Aliás, o poder de tração e a precisão dos arremessos com molinetes são menores. Os molinetes podem ter carreteis diferentes. Os mais comuns são os cilíndricos e os cônicos.

O atrito da linha com a borda do carretel é menor no modelo cônico. Dessa forma, permite arremessos mais longos (muito utilizado na pesca de praia).

Os modelos são divididos em categorias quanto à potência da linha, isto é, quanto peso pode suportar:

  • Ultraleve: de 3 a 5 libras
  • Leve: de 5 a 12 libras
  • Médio: 12 a 20 libras
  • Pesado: acima de 20 libras
  • Extra-pesado: acima de 25 libras

O sistema de fricção dos molinetes pode ser frontal no carretel ou traseiro. Em suma, o primeiro é mais comum, utilizado em quase todos os modelos.

A fricção está localizada no eixo do carretel, dessa forma, a manutenção é simples. Já a fricção traseira tem uma manutenção um pouco mais difícil.

 

Motor de popa – tralha de pesca

modelos de motores de popa yamaha

São os utilizados nas embarcações de pesca 3 têm a função de propulsão, isto é, de movimentar o barco para frente.

Normalmente utilizamos motores de popa em embarcações com até 25 pés.

Mas para obter mais velocidade é comum utilização de dois motores. Algumas embarcações levam também um motor de reserva por segurança.

Como o próprio nome já diz, a instalação é feita na popa (parte de trás) do barco. Existem modelos de dois e quatro tempos (2T e 4T). Embora, os de dois tempos são mais comuns e também mais práticos, Por certo, tem um preço bem mais baixo.

Os de quatro tempos, têm a vantagem de ser menos poluentes (utilizam apenas gasolina e não uma mistura com óleo). No entanto, são pesados e bastante caros.

 

Motor elétrico – tralha de  pesca

tipos de motores elétricos para barcos

Acima de tudo, a principal função dos motores elétricos é a de aproximação e controle do barco no local de pesca. Mais silencioso do que comparado a um motor de popa. Dessa forma, não espanta os peixes.

É praticamente indispensável na pesca com iscas artificiais (para chegar até um determinado local e fazer arremessos mais precisos), entretanto, utilizado também em alguns outros tipos de pesca embarcada.

Instalado normalmente na proa (parte da frente). Funciona como se estivesse “puxando” o barco.

A potência do motor é proporcional ao tamanho da embarcação e à força da correnteza. Dessa forma, para barcos pequenos e pouca correnteza, os motores elétricos tem até 40lb de potência. Barcos maiores e águas rápidas exigem potência até 74lb.

Alimentados por baterias do tipo “deep cicle”. Aliás, projetadas para liberar carga continuamente, por períodos prolongados. Além de serem recarregadas inúmeras vezes, sem que isso comprometa sua vida útil.

Há quem use baterias comuns, como as de carro. Apesar de não se adequar muito bem a esse uso, Têm vida útil menor, embora sejam mais baratas.

O consumo de um motor elétrico, para percorrer uma mesma distância, varia muito de acordo com o local onde se está pescando. Águas calmas exigem menos potência do que um rio de corredeiras por exemplo. Recomenda-se levar uma bateria extra na embarcação.

 

Nós de pesca

vários tipos de nós de pesca

De fato, todo pescador precisa saber pelo menos um tipo de nó para amarrar a linha ao anzol, prender um girador, unir duas pontas de linhas ou fazer um chicote.

Existem muitos tipos, indicados para diversas situações. Mas os nós “de sangue” e “único” suprem praticamente qualquer necessidade. Acima de tudo são simples e rápidos.

Nó único: de fato, é muito simples e tem um excelente resultado. Indicado para atar extremidades, além disso, pode amarrar a linha a anzóis, snaps ou girador.

Serve para atar linhas de mesmo diâmetro ou diâmetros diferentes usado também em linhas bem grossas. Ou seja, é um excelente nó de terminal que aperta quanto mais é exigido.

Nó de sangue: geralmente usado para emendar linhas com diâmetro igual ou semelhante. Além disso é um excelente nó de terminal para prender os anzóis, snaps, giradores, iscas artificiais etc.

É fácil de fazer e conserva bem a resistência da linha.

 

Óculos – tralha de pesca

diferentes tipos de óculos polarizados

Além de proteger os olhos dos raios solares, os óculos escuros, polarizados ou não evitam acidentes com um anzol, garateia ou isca artificial.

Contudo, opte sempre por lentes acrílicas. As de vidro podem causar acidentes gravíssimos.

As lentes de óculos polarizados funcionam como filtro para os reflexos da água. Proporcionam melhora sensível além da superfície da água, assim, facilita a visualização dos peixes se deslocando ou atacando a isca. Além disso identificamos o tipo de estrutura do fundo. Portanto, um acessório valioso.

 

Passadores de varas – tralha de pesca

diferentes ângulos de passadores de vara de pesca

São fixados na haste da vara e conduzem a linha. Servem para transmitir a força da linha para a vara de pesca, assim como liberar o calor gerado pelo atrito.

Podem ser confeccionados de porcelana, cilicon carbide, óxido de alumina ou titânio. O material dos passadores é um fator muito importante, já que eles estão em atrito constante com a linha.

Aliás, quanto mais liso e duro for o revestimento, menor é o atrito e melhor a saída da linha. Você deve trocá-los se estiverem quebrados ou rachados, ou ainda para adaptar sua vara para um condição específica de pesca.

 

Snaps – Grampos – tralha de pesca

diferentes tipos de snaps e grampos

Confeccionados em aço, são muito úteis na hora de trocar as iscas artificiais, principalmente sem a necessidade de cortar a linha e fazer um novo nó.

Existem snaps de vários tamanhos e resistências, adaptados ao tipo de peixe e porte médio dos exemplares a ser pescado.

Outro fator principal a escolher do tamanho correto do snap. Aliás se for mal dimensionado atrapalha a ação e trabalho da sua isca artificial. Portanto, quanto menor o tamanho, melhor para o desempenho do trabalho da sua isca artificial.

Aliás, no uso de iscas artificias trabalhada com molinete, aconselhamos snaps com distorcedores. Evitando dessa forma, a torção da sua linha.

 

Sonar – tralha de pesca

diferentes tipos de sonar para pesca

Utilizado para identificar o local onde está o cardume e em que profundidade. Por essa razão, conhecido também de “fishfinder” (algo como localizador de peixe, em inglês).

Além disso, o sonar também indica o tipo de relevo, fundo e a temperatura da água em um determinado lugar. Dados determinantes para a escolha de um pesqueiro.

Essas informações são muito importantes. Dão pistas na utilização dos equipamentos e principalmente das melhores iscas naquele momento. Além disso, indica que tipos de peixes podemos capturar naquela estrutura, de acordo com o seu hábito (se vive sobre fundos de pedra, areia ou cascalho etc.).

Portanto, para o pescador de iscas artificiais, saber em que profundidade está o peixe ajuda-o a escolher entre uma isca de superfície, de meia-água ou de fundo.

É um equipamento importante também para a segurança de quem está navegando, pois indica obstáculos submersos, como pedras, galhadas etc.

 

Spin Cast  – tralha de pesca

diferentes tipos de spin cast

É um equipamento parecido com um molinete. Mas o carretel fechado por uma tampa com um furo no centro por onde sai a linha.

No entanto, fica em cima da vara (como uma carretilha) e deve-se usá-lo com varas para carretilha.

Faz lançamentos suaves, sem o risco de formação de “cabeleiras”, por isso iniciantes e crianças o utilizam bastante.

Não indicamos para pescarias pesadas, pois, se a linha for muito grossa não comporta uma boa quantidade.

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