Início Dicas e EquipamentosCuriosidades Madeira e móveis: industrialização, decoração, tipos e conservação

Madeira e móveis: industrialização, decoração, tipos e conservação

por Otávio Vieira

A indústria moveleira é uma das indústrias mais antigas e importantes do mundo. A mobília tem sido usada há milhares de anos para proporcionar conforto, funcionalidade e apelo estético a residências e outros espaços de convivência. Neste artigo, vamos explorar tudo sobre móveis de madeira, um tipo muito valorizado por sua durabilidade, beleza e versatilidade.

Refere-se a qualquer tipo de mobiliário feito de madeira, incluindo cadeiras, mesas, armários, camas e muito mais. Móveis de madeira são usados há séculos devido à sua resistência, durabilidade e beleza natural.

A industrialização e a decoração são dois fatores importantes que têm impactado fortemente a produção de madeira e móveis. A revolução industrial trouxe mudanças significativas na forma como os móveis eram produzidos. O uso de máquinas em vez do artesanato aumentou os níveis de produtividade e reduziu os custos.

Isso possibilitou que mais pessoas pudessem comprar móveis de madeira de alta qualidade. A decoração de móveis de madeira também desempenhou um papel significativo em sua popularidade ao longo do tempo.

Esculturas lindamente trabalhadas em cabeceiras ou padrões intrincados nas pernas da mesa podem fazer uma peça se destacar das outras, tornando-a única. Os designers de hoje estão criando formas inovadoras de decorar, como gravação a laser ou aplicação de gráficos usando a tecnologia de impressão digital.

Visão geral dos tipos de madeira utilizados na fabricação de móveis

Uma variedade de madeiras são usadas na produção de móveis hoje, cada uma com suas próprias vantagens e desvantagens:

  • Pinho: Uma madeira macia comumente usada porque é barata, mas propensa a arranhões.
  • Carvalho: Uma madeira dura que é pesada, forte e durável. Tem uma textura grossa e padrão de grãos proeminentes.
  • Teca: Madeira dura e oleosa frequentemente usada ao ar livre por causa de sua resistência a insetos e danos causados pela umidade.
  • Mogno: Uma madeira dura altamente valorizada por sua beleza, durabilidade e resistência a danos causados pela água. Tem uma rica cor avermelhada quando polido.

O tipo utilizada na fabricação de móveis pode afetar significativamente a qualidade do produto acabado. Algumas madeiras são mais adequadas para certos tipos de móveis do que outras, dependendo de fatores como resistência, durabilidade e apelo estético. Nas seções a seguir abordaremos com mais detalhes a industrialização e decoração, bem como os diferentes tipos de madeiras comumente utilizadas na fabricação de madeira e móveis hoje.

Industrialização de madeira e móveis

Antecedentes históricos sobre o processo de industrialização

A história da industrialização da Madeira e móveis remonta ao século XVIII, quando a indústria moveleira europeia passou a utilizar maquinário para produção em série. No Brasil, a indústria moveleira experimentou um crescimento significativo no século XX, com grande destaque para a industrialização. A introdução de máquinas modernas para trabalhar madeira tornou mais fácil e rápido produzir móveis de alta qualidade em grandes quantidades.

Inicialmente, os fabricantes de móveis dependiam apenas de ferramentas manuais, como serras, cinzéis e aviões para fabricar peças de madeira. No entanto, com os avanços tecnológicos ao longo do tempo, as máquinas substituíram as ferramentas manuais.

As primeiras máquinas para trabalhar madeira usavam energia a vapor e rodas d’água para sua operação. A revolução industrial posterior levou a melhores máquinas que utilizavam eletricidade e gás para sua operação.

Vantagens e desvantagens da Industrialização

A industrialização da madeira e móveis trouxe inúmeras vantagens, entre elas o aumento da eficiência nos processos produtivos, levando à redução dos custos de mão de obra. Com a automação, os fabricantes podem produzir mais itens com mais rapidez do que nunca, mantendo padrões de qualidade consistentes. Além disso, os processos de produção industrializados garantem precisão no corte e modelagem dos componentes de madeira, contribuindo para um encaixe perfeito durante a montagem.

Isso ajuda a reduzir o desperdício devido a erros, bem como a diminuir os custos de transporte, pois os itens podem ser enviados desmontados. No entanto, também existem algumas desvantagens relacionadas à industrialização em madeira e móveis.

As máquinas não podem replicar a criatividade artística que os humanos trazem para a fabricação de móveis, resultando na perda da singularidade e do caráter que as peças artesanais possuem. Além disso, a produção mecanizada não deixa espaço para personalização ou modificações sob medida com base nas preferências individuais.

Impacto na qualidade e acessibilidade de madeira e móveis

O impacto da industrialização na qualidade e acessibilidade da madeira e móveis é um saco misto. O uso de máquinas resultou em produtos de maior qualidade, mas à custa de caráter e singularidade. Com a industrialização, os fabricantes podem produzir móveis mais rápido do que nunca, levando a custos mais baixos.

Isso, por sua vez, facilita o acesso dos consumidores a móveis de alta qualidade a um preço acessível. O fator de acessibilidade é devido às economias de escala alcançadas pela produção em massa nas fábricas.

No entanto, algumas peças artesanais permanecem caras devido à sua singularidade e alto valor artístico. A industrialização impactou significativamente a indústria da madeira e móveis ao longo do tempo.

Embora tenha levado ao aumento da eficiência e acessibilidade dos produtos de móveis, também resultou na perda de caráter e singularidade vistos em peças feitas à mão. No entanto, os avanços na tecnologia continuarão a moldar a indústria, levando a produtos de melhor qualidade com custos reduzidos, beneficiando tanto os produtores quanto os consumidores.

Decoração em madeira e móveis

Móveis de madeira, são muitas vezes considerados uma obra de arte por causa de seus designs intrincados e belo artesanato. A decoração dos móveis tem desempenhado um papel essencial para torná-los mais atraentes, valiosos e desejáveis por séculos.

As tendências de design evoluíram ao longo do tempo, influenciadas por movimentos culturais, eventos globais e avanços tecnológicos. As seções a seguir exploram as tendências de design na decoração de móveis e as técnicas usadas para realçar a beleza da madeira.

Tendências de design em decoração de móveis

As tendências de design na decoração de móveis têm mudado continuamente ao longo dos séculos. Os estilos variam do tradicional ao moderno, com várias influências culturais. O estilo vitoriano com suas curvas e entalhes ornamentados dominou o século XIX.

Enquanto isso, o Art Deco tornou-se popular durante os anos 1920-30 devido às suas linhas elegantes e formas geométricas. Outra influência significativa no design de móveis é o minimalismo, que surgiu como uma tendência essencial no final do século XX.

O minimalismo se concentra na simplicidade e na funcionalidade, em vez da ornamentação. Ele enfatiza linhas limpas, cores neutras e materiais sem adornos.

Técnicas utilizadas para decoração

Além das tendências de design, diversas técnicas são utilizadas para decorar madeira e móveis:

  • Escultura: A escultura é uma das técnicas decorativas mais populares que envolvem cortar ou cinzelar um padrão na superfície da madeira. Acrescenta dimensionalidade e textura a qualquer peça de mobiliário, criando formas ou motivos intrincados, como flores ou animais.
  • Embutir: A incrustação envolve a incorporação de pequenos pedaços de madeira contrastante na superfície de outra peça para criar padrões ou desenhos decorativos, como formas geométricas ou folhas.
  • Pintura e Coloração: Pintura e coloração são técnicas usadas para adicionar cor aos móveis. A tinta pode ser aplicada de diferentes maneiras, como pinceladas ou aerografia, enquanto a coloração confere uma cor transparente que realça o veio natural da madeira.
  • Estofamento: Estofamento é a arte de cobrir móveis com tecidos ou outros materiais macios. Acrescenta textura e conforto ao mesmo tempo que torna os móveis visualmente mais atraentes. Cadeiras estofadas, sofás e pufes fornecem um elemento decorativo para qualquer ambiente.

O papel da decoração em realçar a beleza e o valor dos móveis

A decoração de móveis desempenha um papel vital no aprimoramento de sua beleza, valor e funcionalidade. Os elementos decorativos adicionados à Madeira e móveis podem definir o estilo de toda uma sala ou espaço. Eles também podem fazer uma peça se destacar como única, adicionando profundidade ou textura.

O valor do mobiliário também pode ser aumentado por técnicas decorativas. Uma peça altamente decorada terá maior valor percebido em comparação com uma sem adornos devido aos seus elementos de design intrincados e artesanato demorado.

A decoração em madeira e Móveis é um aspecto essencial que requer cuidadosa consideração durante o seu processo de criação. Várias técnicas, como entalhe, pintura embutida/envernizamento de estofados, garantem que uma peça não seja apenas funcional, mas também esteticamente agradável, aumentando sua beleza e valor.

Tipos de madeira usados na fabricação de móveis

Madeira dura x madeira macia: diferenças, vantagens e desvantagens

Os fabricantes de móveis usam madeira dura e macia para criar móveis. A madeira dura vem de árvores de folha caduca que perdem suas folhas todos os anos, enquanto a madeira macia vem de árvores coníferas que mantêm suas agulhas o ano todo. As duras são mais densas e duras do que as macias, tornando-as mais duráveis e capazes de resistir ao desgaste.

No entanto, eles também são mais difíceis de trabalhar devido à sua densidade. As macias são mais fáceis de trabalhar devido à sua natureza mais macia, mas podem não ser tão duráveis quanto as madeiras duras.

No entanto, eles ainda podem ser usados para fabricação de móveis quando tratados adequadamente. A escolha entre o uso de madeira dura ou macia depende do uso pretendido da peça de mobiliário.

As madeiras podem ser classificadas, segundo a estrutura interna da árvore, em dois grandes grupos:

Madeiras moles ou brandas — As árvores de madeiras branda pertencem à classe das coníferas — plantas que produzem sementes não abrigadas em um fruto, mas reunidas em forma de cone — que se caracterizam pelas folhas alongadas e estreitas, semelhantes a uma agulha. Como exemplo de árvores desse tipo e que produzem madeiras brandas estão o abeto, a araucária, o cipreste e o pinheiro, entre outras.

Madeiras duras ou de lei — São provenientes de árvores do tipo dicotiledônea, que têm, quase sempre, folhas largas. Na maioria das vezes são empregadas na montagem de móveis de luxo e em revestimentos de paredes; também são utilizadas, em menor escala, na construção de residências. Só no Brasil são conhecidas cerca de trezentas espécies, das quais aproximadamente um terço tem valor comercial. As mais apreciadas são:

Tipos de madeiras comerciais

Jacarandá da baía

Jacarandá da baía pertencente ao género Dalbergia, apresenta-se em árvores de grande porte com flores roxas intensamente perfumadas. A cor vai do marrom-chocolate até o castanho-violáceo com linhas pretas de vários matizes. É frequentemente encontrada no sul da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A madeira é dura e resistente, apresentando certa dificuldade para ser trabalhada, principalmente para fazer entalhes. Apropriada para o corte somente depois de completar 100 anos.

Tipos de madeira

Tipos de madeira

Jacarandá paulista

Jacarandá paulista pertence ao género Machaerium, também da família das leguminosas. Encontrada em Minas Gerais e São Paulo, apresenta coloração que vai do amarelo-claro ao castanho-escuro, às vezes com reflexos ou sombras arroxeadas.

Gonçalo-alves

Gonçalo-alves encontrada principalmente em Minas, Bahia e Espírito Santo, possui porte elevado, com grande copa e flores pequenas nas cores branca e amarelo-es-verdeado. Tem madeira pesada, de coloração avermelhada com veios escuros.

Imbuía

Imbuía caracteriza-se por uma dureza razoável, durabilidade, e por permitir polimento satisfatório. Graças a isto, ela é muito apreciada na fabricação de móveis. Atingindo uma altura que varia de 13 a 30 metros, apresenta uma cor que varia do amarelo-pardo ao castanho-escuro, com veios e manchas também escuras. Uma das colorações mais encontradas é o castanho-escuro ou claro, com listras vermelhas ou pretas, formando bonitos matizes e desenhos. Natural de Santa Catarina e Paraná — também encontrada em São Paulo e Rio Grande do Sul — tem porosidades em sua superfície, aceitando, por isso, verniz e tintas para o acabamento de móveis.

Peroba

Peroba encontrada no sul da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Paraná, é uma árvore esguia, chegando aos 30 metros de altura. A madeira tem uma cor que varia do rosa-amarelado ao amarelo-queimado, com veios ou manchas vermelho-arroxeadas bem escuras. É de grande durabilidade, própria para móveis leves, revestimento de armários, cómodas e gavetas.

Cedro

Cedro encontrada na Amazónia, sul da Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso e São Paulo, é de crescimento rápido e belíssima folhagem. Com a denominação cedro são conhecidas diversas madeiras. O cedro, pertencente ao género Cedrela, recebe vários nomes no Brasil: cedro-vermelho, cedro-rosa, cedro-femea. É uma madeira leve, de cor variando do castanho-claro ao bege-rosado-escuro e ao castanho-avermelhado. Fácil de ser trabalhada, também tem a vantagem de poder receber acabamentos como verniz e laqueação, entre outros. Por ser muito resistente é largamente empregada em estruturas de armários.

Pau marfim

Pau marfim encontrada em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é pesada e apresenta coloração uniforme em um bonito bege-amarelado. Apesar de escurecer com o tempo e ser bastante compacta, é fácil de ser trabalhada.

Sucupira parda

Sucupira parda de porte mediano, é encontrada no Amazonas, Pará, Bahia e Mato Grosso. Pesada, de cor variando do castanho-claro ao escuro, com várias listras, é um pouco difícil de ser trabalhada.

Louro, ou louro-pardo

Louro ou louro-pardo encontrada de São Paulo ao Rio Grande do Sul, apresenta um peso razoável, tem cor amarelo-claro-pardo e é fácil de ser trabalhada.

Andiroba

Andiroba alcançando até 30 metros, está presente no Pará e Amapá. De crescimento rápido, a madeira é moderadamente pesada, com uma coloração vermelha-escu-ra-brilhante. É durável, boa para ser trabalhada e apresenta a vantagem de não ser atacada por cupins.

madeiras

Mogno

Mogno encontrada na Amazónia, Mato Grosso e Acre, também é conhecida por aguano, acajou américain e mahogany. De grande porte — alcançando 30 metros —, apresenta madeira macia ao tato e ao corte, além de não ser prejudicada pela umidade. Tem cor que varia do castanho amarelado ao castanho-avermelhadoescuro. Não racha e nem empena, tendo um perfume bastante agradável.

Pau-ferro

Pau-ferro nativa do Brasil, apresenta madeira muito resistente e pesada, de cor vermelho-escura (quase preta) com manchas amareladas.

Ipê

Ipê encontrada em todo o país, pertence à família das bigno-niáceas. Recebe nomes populares, de acordo com as flores que apresenta: ipê-amarelo, ipê-branco, ipê-preto ou ipê-roxo e ipê-tabaco. A variedade mais conhecida e apreciada é o ipê-amarelo, que apresenta madeira com coloração castanho-oliva ou castanho-avermelhado e listras mais escuras. É bastante rígida, de grande durabilidade e muito utilizada na fabricação de tacos de assoalho.

Cerejeira

Cerejeira também conhecida como amburana, é razoavelmente pesada, com uma coloração bege-amarelada ou bege-rosada. É encontrada no sul da Bahia, Mato Grosso e Amazónia e tem cheiro bastante agradável que lembra um pouco a baunilha.

Etapa de industrialização – fabricação de móveis

Da árvore ao móvel, a madeira passa por uma série de processos de industrialização e beneficiamentos. A árvore é derrubada com cuidados especiais para evitar que sofra danos que possam diminuir o valor. No local da derrubada, copas e galhos são cortados e o tronco dividido em toras — levadas posteriormente às serrarias onde são classificadas de acordo com a qualidade, comprimento e diâmetro.

A madeira considerada de boa qualidade não pode apresentar rachaduras internas e nem estar em processo de apodrecimento. A seguir, as toras são secadas ao ar livre ou em estufas especiais, que também têm a finalidade de proteger a madeira contra eventual mofo ou apodrecimento.

Em algumas espécies, a umidade natural da madeira atinge índices muito elevados. A peroba, por exemplo, quando é abatida, apresenta um teor de umidade de aproximadamente 70%, que precisa ser reduzido até alcançar uma porcentagem máxima de 12 a 15% (nos casos em que a madeira não passa pelo processo de secagem, ela vai apresentar, mais tarde, rachaduras e empenamentos resultantes do encurtamento das fibras). Depois de seca, a madeira é submetida a tratamento com produtos químicos que evitam o ataque de fungos, cupins e outros parasitas destruidores. Além disso, essas aplicações fazem com que a madeira, mesmo em condições desfavoráveis, tenha uma durabilidade muito maior.

Industrialização da madeira

Utilização da madeira na decoração

Através dos tempos, o uso deste ou daquele tipo de madeira na decoração sempre foi determinado pela moda. Os móveis Luís XV, por exemplo, em geral, eram feitos de carvalho ou nogueira. Os Luís XVI eram fabricados com mogno. Nos móveis Maria I e manuelinos, portugueses, utilizou-se o jacarandá. O pau-marfim foi muito usado na década de 50, quando grande parte dos móveis seguia o estilo chamado “pé-de-palito”. A madeira utilizada em todos eles era maciça. Depois da descoberta de novos processos na fabricação de móveis — visando a melhor utilização e maior aproveitamento da madeira — passou-se a utilizar o compensado.

Formado de folhas finas (lâminas) de madeira, coladas umas às outras, ele é superior à madeira maciça quanto à resistência a choques e às condições de trabalho. Além disso, enquanto a madeira maciça pode sofrer deformações, ocasionadas pela mudança de umidade no ambiente, a madeira compensada não empena e resiste muito bem a essas variações. Tendo o cedro como a matéria-prima mais utilizada, o compensado pode receber revestimentos os mais variados: desde uma simples pintura, verniz ou laqueação, até outras madeiras de lei como o jacarandá, cerejeira, imbuia, etc.

Por outro lado, a madeira aglomerada também é muito utilizada na fabricação de móveis. Ela é feita de cavacos — prensados e aglutinados por meio de resinas e colas especiais — de eucalipto, pinheiro, acácia-negra, etc. Depois de pronta, a placa é revestida com lâminas de madeira de lei, com 1 milímetro de espessura, aproximadamente. É um dos processos mais económicos que se conhece, porque utiliza madeira de baixo preço.

Dicas de conservação dos móveis

Independente deste ou daquele tipo de móvel ou madeira utilizada em sua construção, sempre é bom procurar conservá-lo da melhor maneira possível. Alguns conselhos indicam as principais medidas a serem tomadas:

  1. A melhor forma de se conservar um móvel envernizado é passar, diariamente, apenas uma flanela seca para retirar o pó e manter o brilho. De seis em seis meses, passar a flanela umedecida com azeite de oliva e álcool, retirando assim toda gordura e resíduos que possam prejudicar a peça.
  2. Móveis encerados devem ser limpos com flanela seca, diariamente, e quando estiverem sem brilho aplicar cera incolor e passar flanela seca para retirar o excesso.
  3. Quando as gavetas empenam, o problema pode ser facilmente resolvido passando-se uma camada de parafina nas guias de deslizamento e depois esfregando com flanela seca para que o produto se distribua com uniformidade.
  4. Quando a madeira utilizada em um móvel não é tratada adequadamente, começa a ser perfurada por insetos, o que pode ser percebido quando aparece uma serragem muito fina que se desprende da peça. Deve-se dar injeções de formol nos pequenos orifícios que aparecem e em seguida tapar esses buracos.
  5. Nos casos em que a peça já está muito danificada por insetos, é preciso levá-la a uma marcenaria especializada: o móvel é mergulhado em uma solução com produtos químicos (na base de inseticidas) para, em seguida, ser colocado em uma estufa lacrada para completa esterilização. Depois de terminado o tratamento, a peça recebe novo revestimento, escolhido de acordo com o gosto de cada um: verniz, cera, laqueação, esmalte, etc.

Madeiras populares utilizadas para móveis: Características, usos e dicas de conservação

O mogno é uma madeira altamente valorizada por sua cor marrom-avermelhada profunda e padrão de grãos retos. É uma escolha popular para móveis de alta qualidade, como armários, mesas, cadeiras e estrados de cama, devido à sua durabilidade e resistência ao empenamento.

O mogno também é fácil de trabalhar devido ao seu padrão de grão reto que permite que seja facilmente cortado sem lascar ou rachar. Para manter a beleza do mogno ao longo do tempo, ele deve ser mantido longe da luz solar direta, pois pode causar desbotamento ou descoloração.

O carvalho é uma madeira versátil que pode variar de cor de castanho claro a castanho escuro, dependendo da espécie utilizada. É conhecido por sua durabilidade e resistência, o que o torna uma escolha ideal para móveis de uso intenso, como mesas de jantar ou escrivaninhas.

O carvalho também pode ser manchado ou pintado com facilidade, o que o torna uma opção ainda mais versátil para a fabricação de móveis. Para manter os móveis de carvalho, eles devem ser limpos regularmente com um pano seco ou úmido e mantidos longe da luz solar direta para evitar o desbotamento.

A teca é uma madeira muito procurada por sua resistência a danos causados pela água e durabilidade. É comumente usado em móveis externos, como cadeiras e mesas de pátio, devido à sua capacidade de resistir a condições climáticas adversas.

A teca tem uma rica cor marrom-dourada que pode escurecer com o tempo se não for tratada. Para manter a beleza natural da teca, ela deve ser limpa regularmente com água morna e sabão e revestida com óleo de teca a cada 6 a 12 meses.

Considerações finais sobre dicas de móveis de madeira

Atualmente, alguns tipos de móveis, como mesa de jantar, são revestidos de um isolante chamado verniz de navio, que torna sua superfície impermeável à água. Um bom marceneiro pode fazer ou renovar esse revestimento e, conforme o tipo de madeira, aplicá-lo também em mesas de bar, carrinhos de chá ou outros móveis que estejam em contato com líquidos.

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