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Tartaruga marinha: principais espécies, características e curiosidades

por Otávio Vieira

O nome vulgar Tartaruga Marinha está relacionado a espécies que vivem em mares tropicais e subtropicais de todo o mundo.

Nesse sentido, o grupo é formado por seis gêneros e sete espécies, sendo que todas estão ameaçadas.

E elas estão ameaçadas porque sofreram muito com a caça intensiva pela sua carapaça, gordura e carne.

Sendo assim, acredita-se que as redes de pesca matam cerca de 40 mil exemplares por ano.

Prossiga a leitura e entenda informações das espécies e todas as suas curiosidades.

Classificação:

  • Nome científico – Chelonia mydas, Caretta caretta, Eretmochelys imbricata, Lepidochelys olivacea, Lepidochelys kempii, Natator depressus e Dermochelys coriacea;
  • Família – Toxochelyidae, Protostegidae, Cheloniidae e Dermochelyidae.

tartaruga marinha nadando

Espécies de Tartaruga Marinha

Primeiro de tudo, saiba que há 4 famílias de Tartaruga Marinha, mas, somente 2 delas têm espécies vivas.

E para que as espécies sejam diferenciadas, há características como as placas no casco, bem como a mudança no formato das nadadeiras e cabeça.

Por isso, deixe-nos falar as características de cada espécie:

Família Cheloniidae

Em primeiro lugar, há a espécie C. mydas que atende por tartaruga verde, bem como alcança 160 kg de peso e 1.5 m de comprimento total.

A cor dos indivíduos é verde e eles têm hábitos onívoros enquanto filhotes, ao mesmo tempo em que se tornam herbívoros quando adultos.

De outro modo, a tartaruga mestiça ou cabeçuda (C. caretta) tem 140 kg de peso e mede 1.5 m.

A alimentação é carnívora, pois tem moluscos, mexilhões, caranguejos e outros invertebrados que são triturados com os músculos poderosos da mandíbula.

A espécie E. imbricata seriam as tartarugas de pente ou legítimas que pesam 85 kg e medem 1,2 m.

Por outro lado, a tartaruga depende de corais para se alimentar, tendo em vista que usa o bico para predar anêmonas, esponjas, camarões e lulas.

Outro exemplo de Tartaruga Marinha seria a tartaruga oliva (L. olivacea) que pesa 40 kg e mede 72 cm.

A dieta é carnívora e seria composta por crustáceos, moluscos, peixes, águas-vivas, briozoários, tunicados, algas e ovos de peixe.

Já a tartaruga-de-kemp (L. kempii) pesa entre 35 e 50 kg, além de medir 70 cm.

A alimentação se baseia em caranguejos que ficam em águas pouco profundas.

Além disso, come moluscos, outros crustáceos, alforrecas, algas, peixes e ouriços-do-mar.

Por fim, conheça a espécie N. depressus que seriam as tartarugas naturais da Austrália, tendo por nome vulgar “tartarugas australianas”.

O comprimento máximo seria de 1 m e o peso é de 70 kg, bem como a alimentação inclui pequenos invertebrados, vertebrados e algas.

tartaruga marinha na areia

Família Dermochelydae

Desta família, cabe falar sobre as tartarugas gigantes ou tartarugas de couro (D. coriacea).

Para que você tenha noção, o peso dos indivíduos pode ser superior a 400 kg e o comprimento é de 1,80 m.

Em contrapartida, as nadadeiras da frente contam com o comprimento máximo de 2 m.

Quando adultas, as tartarugas não têm placas na carapaça e sua dieta inclui zooplâncton gelatinoso como celenterados.

A alimentação também inclui salpas e pirossomos.

Características da Tartaruga Marinha

As espécies de Tartaruga Marinha contam com características parecidas como o casco rígido.

Este casco é tão forte que pode proteger os indivíduos de mudanças climáticas, predadores e pressões ambientais.

Sendo assim, o casco é formado pela fusão de ossos das costelas, coluna vertebral e cintura pélvica.

A parte dorsal tem por nome “carapaça”, sendo feita de ossos cobertos por escudos queratinosos nos indivíduos da família Cheloniidae.

Já a tartaruga da família Dermochelyidae tem a carapaça formada por pele e também pela gordura que fica por cima das vértebras e costelas.

De outro modo, a região ventral das tartarugas seria o “plastrão” que é composto por um osso não pareado e quatro pares de ossos.

O comprimento das espécies varia entre 55 cm e 2,1 m, além de um peso máximo de 900 kg.

Aliás, o dimorfismo é claro, visto que os machos têm uma garra que fica nas nadadeiras anteriores, bem como, têm cauda longa.

As tartarugas também tem 2 garras em seus membros, sendo que a primeira garra é maior do que a segunda.

Inclusive, o número de garras nos membros inferiores e posteriores seria o mesmo.

Mas, além da alimentação, quais as características que diferenciam as espécies?

Em primeiro lugar, há as características externas.

Por isso, podemos falar sobre o formato do crânio, o número de escamas que ficam na cabeça. Quantidade de placas na carapaça e número de unhas nas patas.

Em contrapartida, cabe fala que o plastrão pode ter padrões diferentes de acordo com a espécie.

tartaruga marinha fundo do mar

Reprodução da Tartaruga Marinha

A reprodução da Tartaruga Marinha é complexa porque pode ocorrer migrações entre áreas de forrageamento.

Nestas áreas, há bons recursos alimentares e os animais se reproduzem.

Com isso, os machos e fêmeas podem acasalar com vários pares e logo após este processo, elas migram para os lugares de desova.

Um ponto muito interessante que foi abordado em estudos é que elas desovam no local em que nascem, durante a noite.

E a estratégia de desova durante a noite pode ser feita para evitar a exposição ao sol e como resultado, as altas temperaturas.

Nesse sentido, entenda que desova ocorre na época mais quente do ano, visto que a temperatura influencia muito.

Por isso, é comum a desova entre setembro e março no litoral brasileiro.

Mas saiba que o processo também ocorre em outros períodos de acordo com o local.

Por exemplo, nas ilhas oceânicas, a desova ocorre entre dezembro e junho, em especial com a tartaruga verde.

Alimentação

Como você pôde conferir acima, a alimentação depende da espécie.

No entanto, a tartaruga-verde é carnívora quando nova e depois se torna herbívora.

Por esse motivo, come várias espécies de algas.

As demais espécies seriam onívoras vivendo em recifes de corais e se alimentando de medusas, gastrópodes, crustáceos e peixes.

Curiosidades

A Tartaruga Marinha está ameaçada de extinção em especial, devido às ações humanas.

Dessa forma, algumas causas seriam a pesca acidental que ocorre no mar aberto com anzol ou até mesmo com as redes de deriva.

As carapaças dos indivíduos são usadas como adornos, além da carne e ovos serem usados na culinária.

Sendo assim, saiba que cerca de 35 mil tartarugas são mortas por ano na Nicarágua e no México.

Aliás, a espécie sofre com a pesca comercial em locais como Indonésia, China, Índia e Filipinas.

Outro ponto é o sombreamento causado por altas construções em praias de desova.

Como resultado, a temperatura diminui, algo que afeta no sexo dos filhotes. Assim, nascem mais machos do que fêmeas.

Algo que também tem relação com a reprodução seria o desenvolvimento costeiro nos locais de nidificação.

Isso significa que as fêmeas não colocam os ovos em um bom local.

Portanto, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), todas as espécies de tartarugas marinhas estão ameaçadas.

Elas se encontram na lista vermelha de espécies em extinção.

E cabe falar que as espécies são importantes para a preservação da biodiversidade.

Isso porque as tartarugas mantêm a diversidade dos invertebrados e peixes.

Elas também são importantes para a formação de bancos de areias, algas, gramas marinhas, mangues, ilhotas e recifes.

tartaruga marinha no mar azul

Onde encontrar a Tartaruga Marinha

A Tartaruga Marinha vive em bacias oceânicas, sendo que os indivíduos foram vistos desde o Ártico até a Tasmânia.

Mas, a maioria vive em locais tropicais e subtropicais, por isso, conheça mais sobre a distribuição das principais espécies:

O C. mydas de 1758, vive no Atlântico, em especial na ilha de Trindade que fica em nosso país e locais como Costa Rica, Guiné-Bissau, México e Suriname.

Já a espécie C. caretta também foi listada em 1758 e sua distribuição é circunglobal.

Isso significa que as tartarugas vivem em mares subtropicais, tropicais e temperados do Atlântico, Pacífico e Índico.

No Atlântico, a espécie vive em sítios reprodutivos que ficam na costa sudeste dos Estados Unidos.

Também estão em nosso país e em Cabo Verde.

Assim como a espécie acima, o E. imbricata de 1766, tem uma distribuição circunglobal.

Nesse sentido, esta seria a mais tropical de todas as espécies, vivendo em países como Brasil e Caribe.

Listada em 1766, a espécie D. coriacea vive em praias dos Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.

No Atlântico, as principais regiões de distribuição seriam o Suriname, Guiana Francesa, bem como Trinidad e Tobago.

As tartarugas também estão no Gabão e Congo, Caribe, ilha de Bioko e sul dos Estados Unidos.

Sendo assim, além de águas tropicais, os indivíduos também estão em regiões subpolares.

E para encerrar, a espécie L. olivacea que foi catalogada em 1829 vive em bacias oceânicas tropicais e subtropicais.

Esta espécie é a mais abundante dentre as tartarugas marinhas e vive em praias do Índico, Pacífico e Atlântico.

As regiões mais comuns de reprodução e desova seriam Suriname, Guiana Francesa e Brasil.

Já as regiões secundárias ficam na África, em especial na Angola, Congo, Guiné-Bissau e Camarões.

Conclusão

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Veja também: Tartaruga Aligator – Macrochelys temminckii, informações da

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