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Piranha: algumas espécies, como pescar, dicas de iscas e equipamentos

por Otávio Vieira

A Piranha é o predador mais comum do nosso rios, encontrada em todas as bacias é um predador voraz que caça em cardumes, atacando presas muito maiores que ela.

Difamadas, “famosas devoradoras de gente”, taxadas de pragas, devoradoras de isca as Piranhas são odiadas pelos pescadores.

Uma boca faminta nos rios, pronta e disposta a comer tudo que encontrar pela frente.

Sozinha e apenas um peixe qualquer, mas, quando se junta com alguns amigos se torna uma grande e faminta massa e nada na água está seguro.

Por isso vou explicar como pescar uma espécie que geralmente não queremos pescar, porém elas existem e podemos nos divertir pescando algumas. São peixes fortes e briguentos que devemos somente segurá-los com um alicate de contenção bem preso à sua mandíbula.

Aliás, nunca é bom arrancar o anzol com a mão, sempre com um alicate de bico fino.

Existem uma grande quantidade de espécies de piranha, cada bacia tem a sua espécie, entre elas falaremos das principais espécies.

Piranha caju (ou vermelha)

Podendo chegar a 30 centímetros e pesar cerca de 0,5 kg, nativa da Amazônia é uma das menores espécies, mas também a mais voraz. Nada em cardumes de até 100 indivíduos, para compensar seu tamanho.

A piranha e o terror subaquático da Bacia do Amazonas. Aliás, na américa do sul há mais de 30 espécies de piranhas, mas são as famintas piranhas vermelhas que tem a pior reputação. Pois quando esses peixes assassinos atacam, elas possuem os dentes mais afiados. Durante os ataques cada peixe usa os dentes retalhadores para arrancar pedaços da vítima. Dessa forma, elas nem mesmo mastiga. Cada pedaço de carne vai direto ou para suas barrigas.

Como pequenas adagas os dentes das piranhas estraçalha as suas vítimas em segundos.

Como a maioria dos peixes as piranhas precisam se alimentar diariamente. E sua fome assassina está sempre à procura de comida. As piranhas podem comer desde peixes, capivaras e tudo que encontrar em seu caminho.

O rio ferve enquanto cada piranha dá uma mordida e se afasta para que outros se aproximam. Em poucos segundos elas deixam apenas os ossos da vítima.

Embora não haja mortes relatados de humanos por ataques de piranhas, sabe-se que elas já arrancaram dedos das mãos e pés de muitas pessoas. As Piranhas são tão famintos que não estão a salvo, nem deles mesmos. Quando o nível da água está baixo e o alimento é escasso, elas atacam umas às outras. Resultando na dieta mais perturbadora de todas o canibalismo. A faminta piranha-vermelha prova mais uma vez que o apetite assassino coletivo ganha da fome individual.

Isca e material de pesca

Na pesca com iscas artificiais ela pode facilmente escapar dos anzóis, porque morde e foge para deixar a presa sangrar e ficar fraca. Por isso o melhor é usar iscas naturais, como carne sangrenta ou vísceras de peixe. Entretanto, mesmo se quiser usar artificiais, utilize iscas as barulhentas de meia água, de 8 centímetros. Aliás, lembre-se que o plástico ou a madeira deve ser forte e robusta. Não use cabo de aço flexível, use os rígidos, os dentes da Piranha podem cortar o aço flexível facilmente.

Para encontrar a espécie, é melhor nos afluentes do rio principal, procure um afluente tranquilo sem corredeiras. Aliás Piranhas gostam de locais sombreados, bata a isca várias vezes no mesmo ponto e espere o ataque.

Piranha preta

A maior espécie de Piranha do mundo, podendo chegar a 40 centímetros e pesar até 5 kg também é nativa da Amazônia.

É uma espécie discreta, e mais arisca, prefere ficar em poços fundos no rio principal, principalmente no final de corredeiras. Aliás, também é a espécie mais inteligente, podendo armar estratégias de caça, nadam habitualmente sozinhas, mas podem se reunir em cardumes para atacar presas maiores.

Na pescaria de Piranha preta, todos as técnicas são eficiente, desde o bait casting até a pesca com iscas naturais em poços, que é a mais eficiente.

Entretanto, a tralha deve ser pesada, pois a chance de engatar um Jaú ou Piraíba é grande. Contudo, utilize iscas como filé de peixe e carne sangrenta. Se for usar bait casting com iscas artificiais, utilize algo em torno de 30 lbs, pois, os Tucunarés podem atacar a isca tão rápido quanto a Piranha. Aliás, iscas de meia água, superfície, shads, jigs e crank baits são ótimas pedidas para todas as espécies.

piranhas

Piranha Amarela

Também chamada de Palometa, Piranha comum, é a maior espécie de Piranha da bacia do Prata. Muito agressivas e vorazes, se alimentam basicamente no fundo, mas podem ser atraídas por batidas na superfície como iscas de hélice por exemplo.

São consideradas assassinas, podem arrancar um dedo facilmente, sua boca é mais larga e sua mordida é mais forte que a de qualquer outra Piranha.

São peixes intrusos, geralmente capturadas na pesca de peixes de couro, sendo assim use anzóis menores e iscas mais sangrentas. Geralmente ficam em locais com estruturas na sombra.

Pirambeba

É uma espécie nativa da bacia do prata, nada em grandes cardumes. Aliás, também são consideras agressiva, podendo arrancar um bife da presa.

Embora, não são necessários equipamentos sofisticados, apenas a boa e velha vara de bambu, com linha 0.40 mm e cabo de aço rígido com anzol nº 1 já é o suficiente.  Iscas como metade de um Lambari são infalíveis.

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Informações sobre a piranha no Wikipédia

Veja também: Peixe Piranha Preta: Conheça tudo sobre essa espécie

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