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Pesca em locais rasos: dicas sobre tonalidade da água, escolha da isca

por Otávio Vieira

A pesca em locais rasos é uma das melhores opções quando se trata de capturar o tucunaré.

porque normalmente concentram bons abrigos aos peixes pequenos, o que significa principalmente alimento em abundância.

Depois porque é a região onde a água tem a variação de temperatura mais rápida. Seja para mais ou menos. No calor esquenta mais rápido, e no frio, esfria mais rápido também.

Por isso, naturalmente o tucunaré ronda essas áreas. Sendo que em determinadas épocas procura esses locais para realizar a desova em condições de segurança.

Porém, na condição de ventos fortes, costuma sujar mais rápido e turvar, acabando com as possibilidades de uma pescaria produtiva.

Somado a tudo isso, é um local de segurança para o tucunaré repousar durante a noite longe dos seus predadores. Além disso, no finalzinho da tarde ou amanhecer, local obrigatório para encontrá-lo.

Aves andando e troncos caídos denunciam locais rasos

Pois é, mas como fazer para pescar nessa estrutura? Como identificar os raseirões? Quais iscas utilizar? Quais os cuidados que devemos ter ao bater essa estrutura?

A maneira mais fácil de identificar um local raso é verificar o relevo das margens.

Se acentuado ou íngreme, o local pode ser fundo, mas se tiver troncos de árvores caídas aparentes nas proximidades, pode denunciar um provável banco de areia.

Se o relevo for bem espraiado, com certeza a tendência natural é que a continuidade do local dentro da água continue raso.

Na grande maioria das vezes, avaliando o relevo é possível ter noção de como é o fundo também.

pesca em locais rasos

Verifique as diferenças de tonalidade da água

Normalmente locais mais rasos tem uma coloração do fundo mais evidente, contrastando com a cor da água nos pontos mais fundos.

Vegetação baixa com ramos finos aparentes na flor d´água ou cortando pauleiras e concentração de aves como Garças, Tuiuiús andando, também denunciam locais espraiados e ilhas submersas.

Pontas de ramos e vegetação baixa também indicam locais mais rasos.

A pesca nesses locais deve ser feita de maneira cuidadosa. Se existirem pontos mais fundos, iniciar os arremessos nos pontos fundos e indo para o raso. Mantenha distâncias grandes, pois os movimentos são muito mais perceptíveis ao peixe, principalmente em água demasiadamente limpa.

No deslocamento com o motor elétrico e com ausência de vento, as vibrações são percebidas rapidamente, e acuado, muitas vezes o tucunaré foge, fazendo riscos na flor d´água.

Se possível mantenha o barco em posição estratégica e pare para explorar melhor a área.

Todo movimento pode espantar os peixes e blefar o ponto de pesca. A própria rotação do elétrico pode levantar suspensão e prejudicar a performance.

Os barulhos dentro do barco também são transmitidos mais rapidamente na água e fator de diminuição da produtividade.

Às vezes o local é melhor explorado desembarcado, principalmente em situação de ventos, com arremessos paralelos e diagonais atravessando todas as áreas e possibilidades de arremesso e alcançando resultados mais positivos.

Dificuldade em chegar aonde está o peixe nos raseirões muito grandes

Tente sempre parar o barco longe das margens e posicioná-lo para arremessos paralelos, que costumam dar bons resultados.

Outra dica importante é usar sempre iscas de superfície, pois em profundidades até 1 metro, o ataque do tucunaré é certeiro, além de não enroscar no fundo.

Em locais muito rasos, a tendência natural do peixe é ir para o fundo, e como pescamos do fundo para o raso, ao correr na direção do barco, há a sensação de não ter fisgado o peixe, e bambeando a linha, ele fugirá mais facilmente.

Por isso fique atento ao movimento da linha, e recolha rapidamente, fisgando o peixe se estiver correndo para a sua direção.

Ao visualizar o peixe se movimentando, arremesse um pouco na sua frente para não o espantar. O arremesso certeiro sobre o peixe normalmente faz o mesmo fugir ao invés de desencadear a ação.

Os raseirões são locais muito produtivos, e muitas vezes são espraiados não tendo enrosco e é muito divertido pescar nesses locais. Aproveite bem as dicas e boa pescaria!

Escolha da isca na pesca em locais rasos

Escolher uma isca para um mau momento é uma tarefa difícil, mas vale a recompensa.

Testar e mudar as formas de trabalho da isca – Essa é uma das coisas mais importantes para alcançar resultados mais rapidamente.

Acabamos gostando de determinada isca, ou nos acostumando a trabalhar determinadas iscas de uma forma apenas, e não obtendo êxito, continuamos insistindo da mesma forma.

Esse é um erro comum, muitas vezes por preguiça ou simplesmente porque confiamos nessa forma de trabalho, e deixamos escapar os peixes em nossa barba literalmente.

Ter versatilidade é uma das maiores virtudes que um pescador com iscas artificiais pode ter, além da determinação, perseverança e capacidade de observação.

O trabalho da isca pode não estar agradando o peixe. Que tal mudar? Recolher mais rápido ou lento, dar algumas paradinhas, dar toques mais longos ou curtos. Você decide qual forma trabalhar a isca e modifique sempre que não tiver ações.

Hoje em dia existem são modernas com várias ações em uma isca só. São iscas que podem ser trabalhadas como popper, stick, zara e até meia-água, num corpo único. Aliás, isso deve ser testado e treinado para poder ser melhor utilizado nos momentos em que visualizar o peixe e não for bem sucedido na sua captura.

Iscas modernas com unidades de trabalho facilitam a mudança de trabalho

Utilizar iscas de diferentes ações – Não é desespero nenhum pegar tucunarés na meia-água ou profundidade num dia em que só há essa opção possível.

Muitas vezes emocionante e inesquecível. Aliás, passa o dia inteiro sob o árduo sol à espera disso acontecer e deixa de se divertir com peixes com profundidade de captura.

Admitir isso e dançar conforme a música é uma questão de bom senso. Todos os pescadores defendem o uso da isca de superfície – para mim também de longe a isca mais fantástica, para o tucunaré – em circunstâncias não encontramos nenhuma demonstração do dia inteiro, e o pescador acaba ficando frustrado com isso.

São os mesmos pescadores que penduram uma minhoca plástica e vibram quando ela é sugada por um baixo, ou quando um camarão artificial cai na boca do robalo. Por que com o tucunaré tem que ser diferente?

Por que não insistimos com zaras e poppers na pesca do bass e do robalo o tempo todo também? Com certeza a pescaria fica mais divertida quando seu astro principal, que é o peixe, também participa, que seja de uma forma menos contundente.

Utilize então iscas de subsuperfície, meia-água e profundidade caso, e dentro desses tipos, atentar para a mudança de núcleos, que é muito mais importante que valorize nas iscas de superfície, que são mais o tipo de ação.

Trabalhe como é de profundidade, no caso das situações de água favorável, como a temperatura de grandes alturas, entradas de frente frias e graus de fluxo muito rápidas.

Quando ataca em cardumes, normalmente o tucunaré não escolhe a isca

Como is-água e sub-água sempre são produtivas em qualquer situação, e mais de resultado na pesca do tucunaré meia.

Atente sempre para a clareza da água e luminosidade do dia para definir os núcleos mais interessantes.

Na ocorrência de águas mais escuras, como iscas douradas, transparentes, brancas com cabeça vermelha e variações de verde limão no dorso ou corpo também têm sido mais efetivas, embora tons de marrom, roxo, amarelo, laranja ou verde funcionem bem.

Nas águas claras, o rosa, o limão, o branco, o azul, o prata e o branco com cabeça vermelha são propensos a maior incidência de ação em condição de boa luminosidade, mas em dias nublados, de manhãzinha ou entardecer, os tons podem mudar completamente. Por isso, semper teste e tire as suas necessidades!

Não tenha preguiça. Não imagine que toda aquela montanha de iscas de sua caixa é inútil. Você vai ver que no dia certo, na hora certa, é ela que vai fazer a sua pescaria mudar completamente!

Informações sobre pesca na Wikipédia

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