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Peixe Xaréu: coloração, reprodução, alimentação e dicas para pesca

por Otávio Vieira

O Peixe Xaréu representa uma espécie oceânica que tem a capacidade de tolerar uma enorme variação de salinidade.

Além disso, é importante que o pescador entenda as características corporais dos filhotes e dos jovens para entender como diferenciá-los.

O Xaréu Amarelo, tem formato único. Possui corpo alongado e bastante comprimido, com perfil superior convexo na região da cabeça e reto no abdome. A cabeça é bem grande e ocupa cerca de ¼ do comprimento do corpo. Uma pequena e característica mancha preta se posiciona sobre o opérculo, na mesma altura dos olhos, que também se destacam. A boca, ampla e estreita, tem dentes caniniformes finos.

A primeira nadadeira dorsal é pequena, com formato triangular, e está separada da segunda dorsal. A anal está implantada na cauda, em posição quase simétrica a ela.

O pedúnculo caudal é estreito e possui duas quilhas. A coloração é cinza ou verde azulada no dorso, prateada nos flancos e branca no ventre. A porção inferior, assim como as nadadeiras, é amarelada. Uma mancha preta se apresenta sobre os flancos, na axila da nadadeira peitoral.

Sendo assim, nos acompanhe e confira mais informações sobre o Xaréu e demais curiosidades.

Classificação:

  • Nome científico – Caranx hippos;
  • Família – Carangidae.

Características do peixe Xaréu

O Peixe Xaréu foi listado no ano de 1766 e também atende por diversos nomes vulgares como, por exemplo: Xarelete, papa-terra, xaréu-roncador, cabeçudo, carimbamba, corimbamba, guiará, xaréu-vaqueiro, guaracimbora e xexém.

Falando em especial da Angola, nesta região o peixe tem por nome vulgar Macoa ou Xaréu-Macoa. Também é uma espécie nativa de Portugal que tem escamas, assim como um corpo oval e comprimido.

A cabeça dos indivíduos é inclinada, alta e volumosa, como também o focinho seria arredondado. Vale citar que os olhos são grandes, enquanto que a nadadeira peitoral é tão longa que ultrapassa a origem da nadadeira anal.

Já a linha lateral do peixe é curvada e ela tem escamas que parecem escudos. Além disso, a maxila do animal termina abaixo ou além da borda posterior de seus olhos.

O Xaréu é um peixe de escamas; corpo ovalado e comprimido; cabeça volumosa e alta; olhos relativamente grandes; nadadeira peitoral longa. A linha lateral é muito curvada apresentando carenas no final (as escamas da linha lateral são modificadas em escudos).

O pedúnculo caudal é muito fino com duas quilhas. A coloração é azulada no dorso, os flancos são prateados com nuances douradas e o ventre amarelado. Possui uma mancha preta na nadadeira peitoral e outra no opérculo. Os indivíduos jovens possuem cinco faixas verticais escuras no corpo e uma na cabeça. Alcança mais de 1m de comprimento total e cerca de 25kg.

O xaréu é um peixe comum das águas oceânicas. As espécies aparentemente podem tolerar uma ampla gama de salinidades e ocorre em torno de recifes, em águas costeiras, portos e baías, águas mais rasas com alta salinidade, água salobra na foz dos rios, e também é conhecido por viajar a rios costeiros.

Coloração do peixe

Quanto à coloração, há características que os diferenciam em determinada idade, entenda:

É comum que o Xaréu filhote tenha uma listra vertical ao longo de seus lados e um tom verde-azulado acima e dourado ou prateado na parte de baixo.

Assim, o dorso seria verde-azulado, ao mesmo tempo em que os flancos e ventre são prateados ou amarelados.

Nas nadadeiras peitorais e no opérculo, é possível notar uma mancha preta.

Com isso, os jovens têm cinco faixas verticais negras no corpo e uma na cabeça.

Os jovens também podem apresentar uma cor oliva na parte dorsal e prata ou cobre na região lateral.

Eles possuem uma mancha negra na cobertura branquial ao nível do olho, outra que fica na axila superior das barbatanas peitorais e uma terceira mancha nos raios peitorais inferiores.

Nesse sentido, quando falamos sobre o tamanho do Xaréu, saiba que é comum que os jovens alcancem 24 cm.

Mas, existem exemplares maiores que chegam a medir 1,5 m de comprimento e 25 kg de peso.

O Peixe Xaréu tem carne saborosa e pode oferecer grande emoção durante a pesca.

Peixe Xaréu capturado pelo pescador esportivo Carlos Dini

Reprodução do peixe Xaréu

O Peixe Xaréu faz migrações reprodutivas, por isso, os indivíduos formam grandes cardumes nos meses de novembro a janeiro.

Esta migração ocorre do Sul ao Norte, local em que as fêmeas liberam ovos flutuantes que variam entre 0,7 e 1,3 mm em diâmetro.

Dessa forma, os ovos são esféricos e transparentes, tal como a sua eclosão ocorre entre 24 e 48 horas depois da desova.

O período de eclosão depende, em especial, da temperatura da água, sendo ideal entre 18 a 30°C e depende do tamanho do ovo.

Alimentação

No que diz respeito à alimentação da espécie, saiba que ela se baseia em peixes pequenos como paratis e tainhas. Também pode comer camarões e outros invertebrados, além de apresentar o comportamento de um predador voraz.

A espécie é um predador voraz, que se alimenta principalmente de peixes menores, que muitas vezes são perseguidos nas praias ou contra paredões. O Xaréu também se alimenta de camarões e outros invertebrados e do lixo despejado dos barcos. Os xaréus parecem planejar os seus ataques aos cardumes de peixinhos. De fato, os caçadores vão encurralando as suas presas até o início de um ataque por todos os lados.

Curiosidades

Dentre as curiosidades sobre o Peixe Xaréu, vale citar que a carne do animal é saborosa, porém tem baixo valor comercial. Dessa forma, o peixe é capturado somente para complementar a pesca da frota pesqueira.

Os pescadores também capturam o peixe de maneira esportiva ou para se alimentar em meio a uma pescaria.

A maioria dos xaréus não são valorizados como alimentos, embora sejam comestíveis. Ele tem uma carne escura e um gosto não muito saboroso. Sangrar o peixe pode melhorar o sabor. Xaréu estão entre as muitas espécies de peixes tropicais, que têm sido implicados em envenenamentos.

Onde encontrar o peixe Xaréu

Em primeiro lugar, saiba que a espécie habita água salobra, marinha e está presente, em especial, no Atlântico Este. Desse modo, o peixe habita as regiões de Angola e de Portugal, incluindo o Mediterrâneo Ocidental.

Além disso, o Peixe Xaréu está no Atlântico Ocidental, acima de tudo na Nova Escócia e no Canadá.

Inclusive, pode estar presente desde o norte do Golfo do México até o Uruguai, por isso, podemos incluir as Grandes Antilhas.

Quando consideramos o Brasil, a espécie habita as regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, desde o Amapá até o Rio Grande do Sul. Nesse sentido, saiba que os peixes ficam em recifes de corais e águas costeiras. Ou seja, os portos e baías podem ser bons locais para a captura.

Portanto, saiba que os indivíduos adultos preferem habitar águas com a temperatura entre 18 e 33,6°C, enquanto que as larvas ficam em uma temperatura entre 20 e 29,4°C. Vale evidenciar que os indivíduos maiores preferem nadar a sós.

Família Carangidae família, o peixe xaréu também chamado de xáreu-enxada, xaréu-preto, cabeçudo ou xaréu dourado, podem ser encontrados em todo o litoral brasileiro. Também ocorre no oceano Atlântico ocidental da Nova Escócia, no Canadá, Uruguai, incluindo o Golfo do México e, ocasionalmente, nas Índias Ocidentais. No Atlântico Este é encontrada a partir de Portugal até a Angola, incluindo o Mediterrâneo ocidental.

Dicas para pesca do peixe Xaréu

Para a captura do Peixe Xaréu, use equipamentos do tipo médio a pesado. Caso esteja pescando em uma região que tenha exemplares grandes, use varas de ação rápida. Dessa forma, as linhas devem ser de 25 a 65 lb e os anzóis de n° 1/0 a 6/0.

Como isca natural, indicamos o uso de tainha, parati ou sardinha e os modelos artificiais como jigs, plugs de superfície e meia água.

Portanto, como dica de pesca, sempre priorize o uso de iscas naturais vivas ou mortas quando a pesca for de corrico.

De outro modo, caso você veja um cardume na superfície, use iscas artificiais plugs ou colheres.

Saiba também que alguns peixes brigam com o pescador durante 1 hora até que venham se render.

Os Equipamentos

Sempre agressivo e valente, o xaréu da show na pesca de arremesso, atacando também iscas trabalhadas na meia-água e eventualmente no fundo. Os grandes exemplares chegam a dar descarregões de linha que tornam necessário segui-los com barco. Estão entre as espécies para as quais as iscas artificiais são tão ou mais produtivas que as naturais.

Pesca de Arremesso

Varas: de 6 a 7 pés, classe 17 a 30 libras, de ação rápida.

Carretilhas e molinetes: De categoria média (molinetes classe 2 500 a 4 000), com freio forte e capacidade para pelo menos 150 metros de linha escolhida. Molinetes levam vantagem no arremesso de iscas leves, especialmente em situações de “vento contra”.

Linhas: De multifilamento, com 20 a 30 libras de resistência.

Líderes: De fluorcarbono, com 0,45 a 0,60 mm de espessura e até 3 metros de comprimento.

Iscas: Plugs variados de 7 a 15 centímetros, com destaque para sticks, zaras e poppers na superfície, além de iscas plásticas com shads e camarões de 5 a 12 centímetros com lastro embutido ou acoplados a jig heads de 7 a 14 gramas.

Pesca vertical

Varas: De 5’6’’ a 6’6’’, classe 20 a 40 libras ou para linhas PE 3 e 5.

Carretilhas e molinetes: De categoria média-pesada (molinetes classe 3 000 a 6 000), com freio forte, elevada relação de recolhimento e capacidade para pelo menos 200 metros da linha escolhida.

Linhas: De multifilamento, com 30 a 50 libras resistência (PE 3 a 5).

Líderes: De fluorcarbono, com 0,50 a 0,70 mm de espessura e até 5 metros de comprimento.

Iscas Artificiais: Metal jigs de 40 a 150 gramas, dependendo da profundidade do local e tamanho dos peixes visados.

Iscas Naturais: Camarões, lulas e pequenos peixes de preferência vivos, iscas em anzóis do tipo wide gap ou live bait 1 a 2/0, levados ao fundo por meio de chumbadas do tipo oliva de 30 a mais de 100 gramas, dependendo da profundidade. Os chicotes podem ser terminais e ter até 1 metro de comprimento.

Pesca com mosca

O instinto predador dos xaréus, dos pequenos olhudos aos grandes amarelos, também se torna formidáveis oponentes no fly fishing.

Varas: De numeração #8 e #9, com 9 pés e ação rápida.

Carretilhas: Compatíveis às varas, de preferência com fricção e pelo menos 100 metros de backing.

Linhas: Flutuantes e do tipo sinking (shooting tapers).

Líderes: De náilon ou fluorcarbono, com cerca de 9 pés e tippet de 0,40 mm.

Informações sobre o Peixe-xaréu no Wikipédia

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