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Esquilo-da-mongólia: o que come, qual o tempo de vida, como criar o animal

por Otávio Vieira

O Esquilo-da-mongólia é um roedor similar ao hamster, embora os cuidados sejam diferentes.

Quando o animal se sente mimado e querido, comporta-se amistosamente, assim como tem um bom relacionamento com o seu dono.

Antes, a espécie era usada como uma cobaia, mas por conta das suas qualidades surpreendentes, tornou-se um dos principais roedores de estimação da América do Norte.

Em nosso país, este é um bichinho doméstico pouco conhecido, porém aos poucos tem aumentado o interesse dos brasileiros por sua companhia, vamos entender mais a seguir:

Classificação:

  • Nome científico – Meriones unguiculatus;
  • Família – Muridae.

Características do Esquilo-da-mongólia

A espécie é natural da Mongólia, local de clima seco e também de paisagens desérticas.

Por conta dessas características, os costumes dos indivíduos são diferentes do restante de sua ordem.

Portanto, este é um roedor de pequeno porte que tem até 15 cm de comprimento.

Os olhos são negros e brilhantes, bem como o corpo é delicado.

Já a cauda seria comprida e charmosa, sendo que é necessário que seja manuseada com cuidado.

Por outro lado, a expectativa de vida é de 3 anos, embora alguns indivíduos vivam até 4 anos de idade.

Este é um pet bom para os tutores de primeira viagem por adorar brincar, ser inteligente e muito divertido, porém tenha cuidado no manuseio porque é muito sensível!

Também é importante falar que no começo, o roedor pode estranhar a sua casa e também os membros da família.

Uma dica interessante é que você deixe que o animal se sinta seguro para se aproximar de sua mão sem medo.

Ou seja, evite ao máximo os movimentos bruscos e não brinque de perseguir o seu bichinho, pois ele fica assustado e ainda mais arredio.

esquilo-da-mongólia

Alimentação do Esquilo-da-mongólia

Embora alguns pet shops vendam mix de sementes como base de alimentação para esses animais, saiba que a prática é incorreta.

O Esquilo-da-mongólia precisa de ração específica para gerbis e hamsters, bem como de frutas frescas, sementes e proteína animal (tenébrios, besouros de amendoins e outros).

Com relação às frutas, evite as ácidas.

Um ponto curioso é que o pet tem o costume de enterrar a sua comida, pegando o comedouro pequeno e enterrando-o no substrato até que tenha acabado de comer.

Quando isso ocorre, o bichinho traz o comedouro vazio. É como se dissesse: “Ei, tutor, estou com fome!”.

É importante dar por dia cerca de 10g de ração, por isso, note que o seu pet comerá pouco.

Reprodução

Este é um animal de fácil reprodução, mas é importante tomar cuidado para uma reprodução de qualidade.

Portanto, saiba que o gerbo fica maduro entre 10 e 12 semanas de vida, momento em que pesa 80 gramas.

É importante que a fêmea reproduza apenas no 2º cio e o período de gestação varia de 21 a 30 dias.

Logo depois que os filhotes nascem, a fêmea pode entrar no cio novamente e cruzar para que depois de 30 dias, venha ter filhotes novamente.

Depois do parto, é importante que o macho fique próximo da fêmea com os filhotes, tendo em vista que ele ajuda na criação dos pequenos.

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Gaiola ou terrário?

Para a criação, evite comprar gaiolas porque as grades do alojamento machucam o nariz do animal.

Também é possível que o roedor jogue a forragem para fora, pois tem a tendência de escavar.

Sendo assim, invista em um terrário de vidro ou de plástico.

Cuidados com o Esquilo-da-mongólia

A primeira dica é que você crie o roedor em pequenos grupos do mesmo sexo.

Dessa forma, o macho pode ser mantido em dupla ou trio, bem como a fêmea vive em dupla por conta da troca de hierarquia que causa sérias brigas.

Você não deve criar sem nenhum companheiro, pois estes animais vivem em colônia.

Não dê banhos no seu pet porque isso provoca problemas sérios de saúde como, por exemplo, a pneumonia.

Também é importante evitar o uso da serragem como forração para o alojamento porque contêm óleos tóxicos para os pequenos roedores e causam alergias e complicações respiratórias.

Ao invés da serragem, use areia de gato sem cheiro.

Para fazer a limpeza do terrário, tire a forração antiga e coloque a nova, assim como passe um pano úmido e álcool.

Uma vez por semana ou a cada 15 dias, lave com água e uma escovinha, tal como espere até que a terrário seque totalmente.

Para evitar doenças como a alergia, secreção ocular ou nasal e dermatite, evite o uso de produtos de limpeza no momento de higienizar o viveiro.

Nunca dê ao Esquilo-da-mongólia algodão, tecidos e plásticos porque o pequeno pode ingerir e morrer por obstrução gástrica.

Uma dica é que você dê madeira e papelão, sem nenhum tipo de tinta, para que o animal venha roer.

No entanto, evite dar madeira de cedro ou pinus, que contam com óleos tóxicos.

Note que os dentes incisivos dos roedores crescem continuamente, sendo que roer é um hábito saudável.

Quando for manusear o animal, evite ao máximo pegá-lo pela cauda porque é mais sensível que a dos demais roedores.

Infelizmente esta atitude é comum entre os donos de pet shop, porém é totalmente incorreta tendo em vista que a sua cauda não suporta o peso.

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Quando custa o Esquilo-da-mongólia

Geralmente o valor do animal varia entre R $20 e R $40, sendo que é importante comprar o seu pet em vendedores autorizados e com uma larga experiência na atividade.

Você pode, inclusive, pedir por indicações de criadores autorizados para pessoas de confiança.

Dessa forma, você garante que o seu bichinho esteja saudável.

Aliás, no momento de comprar o Esquilo-da-mongólia, peça orientações sobre os principais cuidados, pois quanto mais você souber, melhor!

Gostou das informações? Deixe seu comentário logo abaixo, ele é muito importante!

Informações sobre o Esquilo da Mongólia no Wikipédia

Veja também: Como cuidar de coelho: características, alimentação e a saúde do seu pet

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