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Elefante-marinho: características, espécies, onde vivem, como se alimentam

elefante-marinho saindo do mar

O Elefante-marinho é uma foca grande que não tem orelhas e pertence ao gênero Mirounga.

Dessa forma, o principal nome vulgar foi dado graças à tromba do macho adulto que nos faz lembrar de um elefante.

E a tromba é usada nas épocas de acasalamento para emitir ruídos muito altos, por isso, entenda mais detalhes a seguir:

Classificação

  • Nome científico – Mirounga angustirostris e M. leonina;
  • Família – Phocidae.

Espécies de Elefante-marinho

Primeiro de tudo, saiba que há duas espécies, o elefante marinho do norte e o elefante-marinho-do-sul.

As duas sofreram muito com a caça comercial e no final do século 19, quase se tornaram extintas.

Atualmente as populações se recuperaram e representam os maiores carnívoros do planeta.

Elefante-marinho-do-norte

Esta espécie tem por nome científico “Mirounga angustirostris” e além da tromba grande, também tem um corpo robusto.

Quando o assunto é tamanho, o dimorfismo sexual seria evidente, ou seja, machos e fêmeas se diferenciam.

No geral, a fêmea é menor, pois alcança de 2,5 a 3,6 m de comprimento total e tem entre 400 e 900 kg de massa.

O macho tem entre 4 e 5 m de comprimento, além de pesar de 1500 a 2300 kg.  Alguns podem alcançar até 3700 kg de massa.

Assim, elas têm um terço do tamanho dos machos.

Nesse sentido, cabe falar que o elefante marinho do sul é maior que os indivíduos desta espécie, isto é, o dimorfismo é ainda mais evidente nas populações do sul.

Outra característica importante é que o animal seria polígino, o que significa que o macho é capaz de engravidar até 50 fêmeas durante o período de reprodução.

A pelagem é cinza-escura ou prateada que desbota para o bronzeado e amarelo-acastanhado.

Outro ponto que pode diferenciar o macho seria o peito e o pescoço sem pelos salpicados de rosa, branco e marrom claro.

Já os filhotes têm a cor negra e depois do desmame começam a ganhar um tom de cinza prateado.

Por fim, a expectativa de vida da espécie é de 9 anos.

elefante-marinho entrando no mar

Elefante-marinho-do-sul

De outro modo, esta espécie tem por nome científico “Mirounga leonina” e seria o maior mamífero marinho que não é um cetáceo.

Um ponto interessante é que o macho seria 40% mais pesado do que um elefante-marinho-do-norte.

Também é até 7 vezes mais pesado que carnívoros terrestres como o urso Kodiak e também o urso polar.

Falando mais sobre o dimorfismo sexual da espécie, saiba que o macho pode ser até 6 vezes mais pesado do que a fêmea.

Portanto, as fêmeas pesam entre 400 e 900 kg, além de medirem de 2,6 a 3 m.

O peso máximo dos machos é surpreendente porque seria de 4000 kg, além de alcançarem até 5,8 m de comprimento total.

Com relação às diferenças entre as espécies de elefante-marinho, vale falar sobre o seguinte:

Os indivíduos do sul contam com uma tromba mais curta e a massa corporal seria maior.

Quando as espécies travam uma luta, podemos notar também que as populações do sul parecem mais altas porque dobram as costas com mais força do que a espécie do norte.

Características do Elefante-marinho

No que diz respeito às características gerais das espécies de elefante marinho, entenda o seguinte:

Todos estão classificados na ordem Pinnipedia, que significa pés de nadadeira ou pés de penas, em latim.

Os indivíduos são focas verdadeiras (focídeos) e podem ser diferenciados porque os membros são curtos e não há ouvido externo.

Dessa forma, os membros curtos servem para que o animal se movimente na água com facilidade.

A nadadeira traseira tem uma grande área de superfície, fazendo com que os indivíduos se impulsionam na água.

Ao mesmo tempo, não é possível virar as nadadeiras traseiras para frente a fim de andar, o que dificulta a vida terrestre.

Para buscar comida, os elefantes marinhos gastam 90% da sua vida debaixo d’água, por isso, eles podem cobrir 100 km por dia quando vão para o mar.

Por fim, o nariz dos indivíduos funciona como um respirador que é cheio de cavidades usadas para absorver a umidade de suas exalações.

Esta característica é interessante no momento em que os indivíduos saem da praia para se alimentar e devem conservar a umidade corporal, visto que não há fonte de água.

elefante-marinho com a boca aberta

Reprodução do Elefante-marinho

É possível que machos e fêmeas percam até um terço de seu peso corporal na época de reprodução.

Por isso, os machos chegam rapidamente ao local, logo na primavera, a fim de acasalar com o maior número de fêmeas possível.

É comum observar brigas entre os machos que incluem ruídos vocais e diferentes posições, sendo que o vencedor se torna o macho dominante.

Também podem bater uns nos outros com o peito e usar os dentes para ferir os adversários.

Quando o elefante marinho macho tem 9 anos, ele desenvolve um nariz longo, sendo que esta característica corporal o ajuda a exibir o seu domínio.

Neste momento de briga entre os machos, as fêmeas ainda estão viajando para o local de reprodução e os dominantes já escolheram seu território na praia.

Logo em seguida, elas formam grupos com até 50 indivíduos em torno de um macho alfa.

Pode também haver um “macho beta” que fica vagando pela praia e impede que outros se aproximem.

Este macho pode acasalar com as fêmeas enquanto o alfa está ocupado.

A gestação dura até 11 meses, bem como os filhotes nascem logo no final do verão, com até 36 kg e 122 cm de comprimento.

Elas amamentam os filhotes por até 28 dias e neste período, ficam em jejum, por isso, perdem muito peso.

Aliás, mais 10 semanas são necessárias até que os filhotes aprendam a mergulhar e nadar.

Alimentação

A dieta do elefante-marinho inclui sépias, lulas, polvos, crustáceos pequenos, peixes e raias.

Curiosidades

Como ponto curioso, iremos falar um pouco sobre as adaptações das espécies.

Primeiro de tudo, os elefantes marinhos contam com olhos circulares e grandes, com mais bastonetes do que cones.

Esta característica permite que o animal consiga enxergar em áreas com pouca luz no momento do mergulho.

Dentro do globo ocular, há a membrana “tapetum lucidum” que também ajuda na visão.

Isso ocorre porque a membrana reflete a luz que entra nos olhos e melhora a visão em locais escuros.

O corpo tem um formato que ajuda o animal a nadar, além de ser coberto de gordura que serve para a manutenção da temperatura corporal.

Os indivíduos também podem jejuar durante longos períodos como o de muda e de reprodução, tal como contam com uma boa audição.

Basicamente, a estrutura do ouvido interno melhora os sons recebidos. Inclusive, os tecidos do canal auditivo permitem que a pressão no ouvido seja ajustada enquanto o animal mergulha.

Por fim, a última curiosidade tem relação com o “molting” ou “muda”.

Muda seria um processo que o elefante marinho enfrenta todos os anos, no qual perde a camada externa da pele e do cabelo.

Este é um processo que pode ocorrer em até 1 mês e os exemplares precisam ir para a terra a fim de se livrar da camada externa.

Onde encontrar o Elefante-marinho

É importante saber sobre a distribuição conforme a espécie, entenda:

Inicialmente, o elefante-marinho-do-norte está presente na costa do Pacífico dos Estados Unidos, México e Canadá.

Os indivíduos migram até o norte da costa do Pacífico, para a reprodução em locais como a ponta sul da Ilha de Vancouver, no Estreito de Juan de Fuca.

Em contrapartida, o elefante-marinho-do-sul vive no hemisfério sul.

Algumas regiões comuns para ver os animais seriam as ilhas como a Geórgia do Sul e a Ilha Macquarie.

Também estão nas costas da Nova Zelândia, Península Valdés (Argentina) e na África do Sul.

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Informações sobre o Elefante-marinho no Wikipédia

Veja também: Serpente Marinha: principais espécies, curiosidades e características

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