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Coleirinho: subespécies, reprodução, seu canto, habitat e seus hábitos

Coleirinho  é uma ave que também tem os seguintes nomes vulgares: coleiro-zel-zel, coleiro, papa-capim-de-coleira, papa-capim, coleirinha e papa-arroz.

Aliás, a espécie pode ter nomes diferentes conforme a região, tendo em vista que na Bahia o nome usado é “gola de cruz”, gola no Ceará e papa-mineiro na Paraíba.

E além de ser popular, é uma espécie com boa distribuição, algo que iremos entender com mais detalhes a seguir:

Classificação:

  • Nome científico: Sporophila caerulescens;
  • Família: Emberizidae.

Subespécies de Coleirinho

Há 3 subespécies que se diferenciam, em especial, por meio da região em que vivem.

Em primeiro lugar, podemos destacar a S. caerulescens, catalogada em 1823.

Os indivíduos desta subespécie vivem na Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, além dos locais ao sul, centro-oeste e sudeste do nosso país.

Por outro lado, S. caerulescens hellmayri, de 1939, vive no Espírito Santo e na Bahia.

Também vale destacar alguns diferenciais relacionados às características corporais como, por exemplo, um tom de negro brilhante desde o píleo até a nuca.

Dessa forma, os lados da cabeça também contam com este tom.

Este é um diferencial porque geralmente o tom negro não vai até a nuca ou os lados da cabeça, pois ganha um tom de cinza.

Em terceiro lugar, listada em 1941, a S. caerulescens yungae vive no norte da Bolívia na região de La Paz, Cochabamba e Beni.

Além disso, pode ser diferenciada porque tem menos negro na cabeça, sendo quase toda cinza.

Coleirinho fêmea

Características do Coleirinho

O Coleirinho tem por nome Double-collared seedeater na língua inglesa, algo que retrata o seu hábito de comer sementes.

Geralmente os indivíduos têm 12 cm e o peso é de 10,5 g.

O macho pode ser diferenciado através do seu colar branco, além de um “bigode” claro que fica ao lado da garganta negra.

Este bigode define a parte sob o bico cinza-esverdeado ou amarelado.

Aliás, pode ter machos com o peito amarelo e outros com o peito branco.

Com relação à fêmea, saiba que ela é escura nas costas e o restante do corpo é pardo.

Somente sob uma luz excepcional, dá para ver que a fêmea conta com um esboço do desenho da garganta do macho.

E falando sobre os jovens machos, saiba que eles saem do ninho com a plumagem igual à da fêmea.

Por fim, saiba que alguns indivíduos podem apresentar leucismo.

Esta é uma particularidade genética que confere a cor branca aos animais que são escuros.

Apesar disso, a condição é diferente do albinismo, tendo em vista que os indivíduos leucísticos não são mais sensíveis ao sol do que qualquer outro.

E sim o oposto, a cor branca tem um albedo elevado, permitindo que a ave seja protegida a mais do calor.

Alimentação do Coleirinho

O Coleirinho tem o costume de formar grupos nos capinzais, soltando os grãos e usando o bico forte para quebrar as sementes.

Por isso, o hábito de se aproveitar das plantações de arroz para a alimentação surgiu de inspiração para o nome vulgar “papa-arroz”.

E além do arroz, a espécie foi capaz de se adaptar a outros tipos de gramíneas que vieram da África, acompanhando também a expansão da pecuária nos locais que antes eram florestados.

Por isso, come os frutos Tanheiro ou Tapiá e frequenta comedouros com sementes e quirera de milho.

coleiro-zel-zel, coleiro, papa-capim-de-coleira, papa-capim, coleirinha e papa-arroz

Reprodução

A época de reprodução é entre os meses de outubro e fevereiro, momento em que o casal se afasta do grupo e define o território em que fará o ninho.

Dessa forma, o macho constrói o ninho inicialmente, sendo que as demais tarefas são de responsabilidade da fêmea.

E além de construir o ninho, o macho Coleirinho deve cantar a fim de afastar outros coleiros da área.

Embora vivam em locais abertos, os pais buscam por árvores da borda das matas nos horários quentes do dia para a nidificação.

Por isso, as raízes, gramíneas e outros tipos de fibras vegetais são os materiais usados na base do ninho que tem o formato de uma tigela rasa e está a poucos metros do solo.

Neste ninho, a mãe coloca 2 ovos que devem ser incubados por 2 semanas.

Após a eclosão, os filhotes ficam no ninho por um período de 13 dias, sendo que com 35 dias, se tornam independentes, ou seja, já comem sozinhos.

Mas, o jovem se torna maduro somente no primeiro ano de vida.

Por fim, a sua expectativa de vida é de 12 anos de idade.

Curiosidades sobre o Coleirinho

É interessante falar mais sobre o canto do Coleirinho.

Sendo assim, entenda que as fêmeas são canoras, ou seja, não cantam.

Um ponto interessante é que na região Sudeste, os criadores classificam a espécie em dois tipos conforme o canto.

O primeiro é o Tuí-Tuí, um canto mais melodioso e puro, sendo o mais valorizado, seguido do canto Grego.

No entanto, a ave tem diferentes tipos de canto como, por exemplo, tui tui flautado, tui tui puro, tui tui zero zero, tui tui apito, tui tui tcha tchã, tui tui zel zel, vi vi ti, tui tui tcheu tchei, sil sil, assobiado e mateiro.

Aliás, há variações como os cantos cortados e os cantos fibras.

Onde encontrar

O Coleirinho está desde o centro da Argentina a leste da cordilheira dos Andes, até o norte, no Paraguai e na Bolívia.

Além disso, a espécie vive do nordeste ao centro-sul do Brasil, incluindo também o sudeste da costa do nosso país.

Os indivíduos migram para a Amazônia somente quando o período do inverno austral se aproxima.

Quando consideramos o oeste da Bacia Amazônica, a ave está distribuída nos locais orientais do Peru, nas áreas do rio Ucayali.

Por isso, podemos incluir a margem oriental do rio que flui para o norte.

Já no sudeste da Bacia, o pássaro vive desde o Cerrado até dois terços a montante do sistema de drenagem do rio Araguaia- Tocantins, que flui para o norte.

Por fim, é importante falar os hábitos:

A ave está em áreas úmidas subtropicais ou tropicais, ex-florestas que sofreram com as ações humanas, além das pastagens.

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Informações sobre o Coleirinho no Wikipédia

Veja também: Bacurau: lendas, reprodução, seu canto, tamanho, peso e seu habitat

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