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Cervo-do-pantanal: Blastocerus dichotomus, maior cervídeo da América do Sul

O cervo-do-pantanal, também famoso por Marsh Deer na língua inglesa, seria o maior veado da América do Sul.

Isso ocorre porque o animal tem 2 m de comprimento total e uma altura que varia entre 1 m e 1,27 m.

Além disso, a sua cauda tem entre 12 e 16 cm. Entenda mais informações a seguir:

Classificação:

  • Nome científico – Blastocerus dichotomus;
  • Família – Cervidae.

Características do Cervo-do-pantanal

Em primeiro lugar, é importante falar que o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) é diferente do cervo do pântano (Rucervus duvaucelii).

E isso ocorre porque esta espécie tem orelhas grandes e repletas de pelos na cor branca, vermelho-dourado e marrom-amarelado.

As pernas são longas e negras, assim como o focinho e os olhos têm uma coloração preta.

Na época do inverno, podemos observar que os indivíduos ficam com um tom mais escuro em todo o corpo.

Além disso, há algumas marcas claras que ficam ao redor dos olhos e nos quadris.

A cauda tem um tom vermelho-claro, tal como na região superior e na parte inferior, a cor é preta.

Com relação ao corpo, o casco é grande e conta com membranas interdigitais elásticas que ajudam na caminhada em superfícies pantanosas e também na natação.

Somente os machos da espécie têm chifres ramificados que contam com um comprimento total de 60 cm.

Falando sobre a massa, ela varia entre 80 e 125 kg em exemplares comuns, sendo que os machos maiores têm até 150 kg.

Cervo do Pantanal

Reprodução do Cervo-do-pantanal

É comum que a reprodução da espécie ocorra no momento de seca, porém esta é uma característica que muda de acordo com o local em que as populações vivem.

Logo após o acasalamento, a fêmea gera 1 ou dois filhotes que nascem somente depois de 271 dias.

Isso significa que eles nascem entre outubro e novembro, sendo que a sua cor é esbranquiçada.

Somente com 1 ano de idade, os filhotes passam a ganhar a coloração dos adultos.

Alimentação

Por viver em locais aquáticos, o cervo-do-pantanal se alimenta de plantas aquáticas.

Dessa forma, de acordo com um estudo, é possível afirmar que a espécie se alimenta de 40 espécies diferentes de plantas.

Dentre as principais, vale citar a Gramineae, seguida da Pontederiaceae e Leguminosae.

O restante da alimentação inclui Alismataceae, Onagraceae, Nymphaeaceae, Cyperaceae e Marantaceae.

Por esse motivo, os indivíduos podem se alimentar de flores aquáticas e arbustos que crescem nos tapetes flutuantes e pântanos.

Vale falar que a dieta pode mudar entre as estações de seca e de cheia.

Cervo do Pantanal Blastocerus dichotomus

Curiosidades

Como curiosidade, podemos falar sobre a conservação da espécie.

Primeiro de tudo, o cervo pode sofrer com o ataque de onças (Panthera onca) e pumas (Puma concolor).

Apesar disso, as espécies acima sofrem com risco de extinção e praticamente desaparecem do habitat, não oferecendo grandes riscos ao cervo.

Em contrapartida, a caça comercial oferece riscos para esta espécie. Isso ocorre porque os exemplares são pegos para a retirada e venda dos chifres.

A principal causa do declínio de populações seria a destruição do habitat natural da espécie.

Por exemplo, a barragem de Yacyretá modificou uma zona em que viviam centenas de indivíduos.

Além disso, a drenagem de pântanos para fazendas e gado é uma grande ameaça para a espécie em países como Brasil e Argentina.

Por fim, as populações são afetadas por doenças contagiosas do gado

Como resultado, no ano de 2018 a Argentina estabeleceu o Parque Nacional Ciervo de los Pantanos com o intuito principal de proteger a espécie.

Apesar disso, o cervo-do-pantanal está na lista de espécies vulneráveis pela IUCN e no Apêndice I da CITES.

Onde encontrar o Cervo-do-pantanal

O cervo-do-pantanal vive em países como Paraguai, Brasil, Uruguai, Argentina, Peru e Bolívia.

Há alguns anos, era comum ver o animal em diversos locais da América do Sul tropical e subtropical, incluindo o leste dos Andes, por exemplo.

Além disso, os cervos viviam a oeste da Mata Atlântica brasileira, ao sul da floresta amazônica e ao norte do Pampa argentino.

Quando falamos sobre a distribuição atual, as populações vivem em locais mais isolados como as zonas pantanosas.

Os indivíduos também estão em lagunares nas bacias dos rios Paraná, Araguaia, Paraguai e Guaporé.

Algumas populações com uma quantidade menor de indivíduos estão na parte sul da Amazônia, incluindo o Peru.

Neste país, a espécie é protegida no Parque Nacional Bahuaja-Sonene.

Com relação ao habitat, saiba que o cervo está em áreas pantanosas, lugares em que o nível da água é menor do que 70 cm.

Nesse sentido, por conta das suas características corporais, o animal tem a capacidade de nadar rapidamente.

O motivo pelo qual os indivíduos preferem viver em pântanos seria a alta densidade vegetal que os protege de predadores.

Outro ponto importante sobre a distribuição seria o pequeno padrão migratório.

Isso significa que a espécie acompanha os níveis de água entre estações de seca e cheia, algo que ajuda na reprodução e alimentação.

Portanto, por meio da flutuação do nível da água, eles são capazes de identificar fontes de alimento.

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Informações sobre o Cervo-do-pantanal no Wikipédia

Veja também: Capivara, o maior mamífero roedor do planeta da família Caviidae

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