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Axolote: características, alimentação, regeneração e suas curiosidades

por Otávio Vieira

Axolote ou “monstro da água“, é um animal que pode ser visto como adorável, tendo em vista o seu sorriso permanente no rosto.

Mas, algumas pessoas consideram os axolotes totalmente estranhos.

E além de aparência exótica, a espécie desperta grande interesse por parte dos cientistas que alimentam a ideia de que axolotes podem ensinar um dia ao ser humano qual o segredo da regeneração.

A seguir, vamos entender mais sobre a espécie, incluindo as informações sobre a criação como um bicho de estimação.

Classificação:

  • Nome científico – Ambystoma mexicanum;
  • Família – Ambystomatidae.

Características do axolete

O axolote tem de 15 a 45 cm, apesar de os indivíduos terem em média 23 cm e os espécimes com mais de 30 cm serem raros.

Este é um animal neotênico, sendo que na fase adulta, tem características típicas da sua forma jovem ou larval.

Ou seja, o sistema reprodutor é maduro, embora o aspecto externo seja o de um jovem.

Por outro lado, os olhos não têm pálpebras, a cabeça é ampla, bem como os machos podem ser identificados somente na época de reprodução devido ao aspecto redondo e a presença de cloacas muito mais pronunciadas.

axolote no fundo do aquário

O que come o axolote?

Com relação à dieta em cativeiro, saiba que o tutor pode dar minhocas-da-terra, além de iscas de minhoca congeladas que são compradas em pet shops.

Os dois elementos acima são fundamentais para a nutrição do animal, sendo que a complementação é feita com petiscos como pedacinhos de frango e camarões.

Assim, é importante evitar alimentos vivos e disponibilizar comida por meia hora (deixe o animal comer o máximo que ele quiser durante este período).

Por fim, alimente o axolote uma vez a cada dois dias.

axolote é um anfíbio

Regeneração do axolote

Assim como falamos na introdução, esta espécie desperta interesse por parte dos cientistas.

Isso ocorre porque é o único animal vertebrado que tem a habilidade de se recuperar de feridas sem deixar cicatriz.

Além disso, vale destacar a reparação total da medula espinhal em casos de lesões, como também a regeneração de extremidades amputadas.

Portanto, após definir as sequências genéticas responsáveis pela regeneração, os cientistas acreditam que futuramente seja possível a contribuição com a medicina humana.

“Os cientistas estão tentando tirar proveito das propriedades regenerativas dos axolotes e aplicá-las em pessoas feridas em acidentes, guerras ou vítimas de doenças — pessoas que perderam membros”, explica Servín Zamora.

Aliás, alguns pesquisadores buscam entender se é possível que a regeneração da espécie ajude na cicatrização de órgãos humanos como, por exemplo, o fígado ou o coração.

Também foi observado que o animal tem aparente resistência ao câncer, pois em 15 anos, não foi visto nenhum tumor maligno em axolotes.

“Suspeitamos que sua capacidade de regenerar células e partes do corpo ajude nesse aspecto”.

axolete

Curiosidades sobre o axolete

Além de destacar a importância do axolote para os cientistas, saiba que o animal é usado para a produção de um xarope para a tosse.

Esta prática foi passada de geração em geração, sendo que o remédio é feto por um grupo de freiras do município mexicano de Pátzcuaro.

Porém, como o animal ajuda na produção do xarope, não é dito.

As freiras contam com laboratórios dentro do mosteiro e também ajudam a criar e devolver os exemplares para o seu habitat natural.

Em contrapartida, além de contar com o nome vulgar de “monstro da água ou do aquático”, o animal atende por “peixe que anda”, porém lembre-se de que este é um anfíbio como um sapo.

Sendo assim, os axolotes são um tipo de salamandra, isto é, eles são da ordem dos anfíbios e têm aparência de lagarto, também tendo por nome “salamandra axolotl”.

Estado de conservação

Conforme um artigo publicado na revista científica Nature no final do ano de 2017, a espécie está cada vez mais próxima da extinção devido ao seguinte declínio:

Em 1998, havia somente 6 mil exemplares por quilômetro quadrado na região mexicana de Xochimilco, sendo que dois anos depois, tinham somente 1 mil.

Dez anos mais tarde, o número era ainda menor, sendo que havia somente 100 espécimes por quilômetro quadrado e por fim, em 2018, apenas 35 axalotes.

Portanto, a espécie está quase extinta na natureza.

No entanto, há um grande paradoxo de conservação porque este é o anfíbio mais espalhado pelo mundo em lojas de animais e laboratórios.

Daí surgem problemas como a baixa diversidade genética, tornando o animal mais propenso a doenças.

Ambystoma mexicanum

Principais dicas para a criação

Apesar de ter se tornado raro na natureza, o axolote é criado em cativeiro com dois objetivos principais: hobby ou estudos científicos.

Em nosso país, não há uma permissão específica para a criação da espécie como um pet de estimação. Porém é a única salamandra que pode ser mantida em casa.

Caso tenha ficado interessado, entenda que os exemplares são muito sensíveis, tal como os demais animais exóticos, precisando de cuidados especiais.

Por exemplo, você não deve colocar peixes no aquário junto com este anfíbio porque os nadadores podem brincar com as brânquias externas do axolote e deixá-lo incomodado.

Os tutores também devem ter um bom sistema de filtragem porque os indivíduos são sensíveis a substâncias tóxicas.

Aliás, não pegue o seu amigo nas mãos!

Com relação à temperatura, saiba que esta é uma espécie de água fria, estando boa uma temperatura abaixo de 21 °C.

No geral, quanto mais quente a água, menos oxigênio ela contém, fazendo com que o bichinho fique muito estressado com altas temperaturas.

Por fim, o substrato deve ser de areia porque além de nadar, o animal anda.

Condicionando o aquário para o axolote

Inicialmente, tenha em mente o investimento em um tanque longo, medindo até 100 cm.

Uma boa profundidade é a de 15 cm, sendo que é necessário um filtro de carbono a fim de eliminar os resíduos de nitrogênio.

A água deve ser muito limpa, por isso a troca é feita a cada 15 dias, no máximo.

Caso você opte por colocar plantas aquáticas, saiba que é legal porque elas fornecem sombras e permitem que o animal caminhe entre elas.

Quanto à iluminação, opte por opções mais fracas e frias.

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Informações sobre o axolote no Wikipédia

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